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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fado

Para celebrar o FADO, como Património Imaterial da Humanidade, transcrevo a letras de um dos mais lindos fados, cantado por Mariza, intitulado CHUVA.


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir


Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir


São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder


Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer


A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera


Ai… meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


fonte das imagens: http://ritaschultz.wordpress.com/2011/02/08/a-lenda-da-chuva/

sábado, 24 de setembro de 2011

Julio Resende

Não existem muitas palavras possíveis de proferir numa altura como esta...
numa altura de perda e de tristeza.



Partilho convosco imagens da fundação do mestre, da sua casa, da sua obra e do seu Lugar do Desenho.

Estamos mais pobres, cada vez mais pobres em vários sentidos e expressões.


Um beijinho de partilha e pesar à minha amiga Paulinha.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

de Fernando Pessoa


para a acabar a semana…

para levarem de fim-de-semana…
para reflectir...

«O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis»

Fernando Pessoa


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Maria Lucília Moita



Bebeu das fontes de inigualáveis mestres, foram eles Silva Porto e Henrique Pousão.

Detentora de um poder naturalista, feminino, forte e rico, que adaptou e envolveu nas suas obras.


Dizia que «a pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência» (JN). Essa mesma exigência transportava para a sua vida cheia de respeito, dedicação e paixão… um amor avassalador pelo que fazia.

A sua obra encontra-se distribuída pelo país e pelo mundo permitindo, assim, a todos ter contacto e conhecimento com a sua traça, cor e génio.








Grande parte do seu espólio encontra-se em Abrantes terra que a acolheu e a quem ela soube, bem, retribuir.

A nossa homenagem não se presta com palavras...é uma perda para a arte portuguesa...

A sua vida retrata-se no seu mundo, na sua obra e na sua alma.


Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1959405&page=2


domingo, 22 de maio de 2011

Ponte de Vila Formosa



A Ponte de Vila Formosa foi construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II d.C. sobre a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Foi construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Ostenta 6 arcos compostos, nas frentes, por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico. Está classificado como Monumento Nacional, por Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910, mas agora encontra-se interdita a visitantes. Quem nos deu a notícia foi Rui Bernardino, membro do grupo de discussão Archport:

«foi interdita de ser visitada pelo dono dos terrenos envolventes, podendo apenas ir-se ao tabuleiro da ponte, porque descer a parte inferior para admirar os arcos, ou passear em zonas adjacentes da mesma é completamente impossível, pois o senhor que possui aquelas parcelas de terreno decidiu advertir as pessoas através de uma placa em metal de grandes dimensões, que ninguém pode entrar ali, pois sujeita-se a multas e diversas sanções, ou até ir parar aos calabouços, isto porque estava apenas a visitar um monumento. Isto só mesmo no nosso país».

E assim vamos perdendo direito a usufruir do melhor que temos e de património classificado que é nosso. Com muita dolência vemos em pleno século XXI ainda não há formação cívica patrimonial para clarear mentalidades. O mesmo se aplica a tantos outros casos que importa denunciar, mostrar e criticar, pode ser que colocando o nome dos responsáveis na praça pública ganhem vergonha do que andam a fazer.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Portugal


Com o devido respeito e partilha de opinião, partilho convosco o texto de Nicolau Santos publicado na revista «UP» da TAP. (não integral)

Eu conheço um país:
Que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil);
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas;
Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins; Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.

Que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert);
Que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint);
Que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).

Que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo;
Que também está a construir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país
Que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT);
Que é líder mundial em software de identificação (NDrive);
Que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da NASA (Critical);
Que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra).

Que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano;
E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.

Eu conheço um país
Que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec);
Que revolucionou o conceito do papel higiénico(Renova).

Que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial;
Que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).

Que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra);
Que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).

Que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim;
Que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos;
Que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto;
Que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).

Eu conheço um país
Que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).
Que tem dois prémios Pritzker de arquitectura (Sisa Vieira e Souto Moura).


O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, óptima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece: PORTUGAL


Que tem monumentos únicos em si mesmo e espalhados por todo o mundo, que tem História em si cravado e perpetuado, que tem as cidades mais procuradas para viajar, que tem a melhor e mais procurada gastronomia, um país pai e irmão de tantos outros, gentes acolhedoras e hospitaleiras e tradições únicas e imortais.
Divulgue este texto positivo e vá acrescentando mais motivos e exemplos que conhece e que nos orgulham do ser português.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A vírgula

Antes de passar ao texto devo agradecer à Raquel por mo ter enviado por e-mail. Achei por bem publicá-lo para dar a perceber as diferentes interpretações que uma vírgula pode causar. Ao mesmo tempo para pedir que as utilizem se querem dar sentido às coisas e assim de tudo, exprimam-se sem receios…

Esta é uma iniciativa da Associação Brasileira de Imprensa.

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.

Não, espere.

Não espere...

Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.

Pode criar heróis..

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.

Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.

Não tenha clemência!

Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Medievalismo Vs. Contemporaneidade

Com todo o burburinho que vivemos por estes dias em que se fala de direitos humanos e liberdade de expressão, que ao que parece não estão totalmente recuperadas, lembrei-me de fazer um paralelismo com a nossa situação actual e com o que viviam os nossos antepassados.

Se na época medieval existia o senhorio (território onde um senhor exercia poder sobre a terra e sobre os homens) que pertencia ao rei, à nobreza ou ao clero; hoje em dia os grandes senhorios como a empresa PT também pertencem, em parte ao governo, e ele decide, indevidamente, sobre a vida e futuro de tantos homens e mulheres que lá trabalham.

A sociedade medieval dividia-se pelo rei, no topo, seguido do clero, da nobreza e por fim o povo. Nos nossos dias as coisas não estão muito diferentes, primeiro está o governo, o clero, seguido de Américo Amorim e Belmiro de Azevedo, depois o povo que se safa com as despesas e por fim os pobres.

Nos domínios senhorias, o senhor recolhia os direitos dominiais provenientes da exploração do solo pelos camponeses; hoje os nossos descontos aumentaram, mais uma vez, para pagar algum subsídio aos desocupados da nossa sociedade.

Há muitos séculos atrás o senhorio tinha o direito de vender primeiro a sua colheita agrícola e só depois os camponeses vendiam a sua (mas só aqueles que podiam, dado que em muitos casos era para consumo próprio); hoje a maçã de Moimenta da Beira é vendida, pronta e embalada, para uma grande superfície comercial a 0.10 cêntimos mas o povo compra-a a 0.40 cêntimos (valores aproximados).

Na idade medieval o povo, o que menos podia, pagava para entrar no domínio do senhor, pagava para usar o moinho e forno do senhor; hoje o povo, o que menos pode, tem que pagar portagens, parque de estacionamento no centro das cidades e impressos em serviços públicos.

Na sociedade medieval os poucos que escreviam, podiam registar alguns dados em pergaminhos e guardá-los nas bibliotecas das catedrais mais centrais, infelizmente em caso de incêndio perdia-se quase tudo; hoje, quase todos escrevem a computador, as repartições publicas informatizam tudo, quando se esquecem de fazer backups muitas informações se perdem e em dias que não há ligação à internet, simplesmente não funcionam.

O rei medieval centralizava em si todos os poderes: defesa, justiça, legislação e fiscalidade, o nosso governo centraliza no seu grupo de trabalho um ministro da defesa, justiça e fiscalidade, um ministro que é subordinado à voz e postura do seu subordinante.

Mas nem tudo são semelhanças, as diferenças também existem: na sociedade medieval nem todos sabiam escrever, poucos tinham acesso à instrução mas hoje os que não sabem podem aprender graças os novos, fantásticos e instrutivos centros de novas oportunidades.

As construções arquitectónicas eram robustas, fortes e sólidas, hoje no fim de algumas construções “é normal cair uma telha ou outra”.

Hoje um jornalista ou jornal que expressam declarações menos abonatórias com o poder, são afastados, são proibidos de publicar, são reprimidos de dizer a verdade.

domingo, 3 de janeiro de 2010

5 Lições

Hoje recebi um e-mail que merece divulgação. Ele ensina 5 lições muito importantes para a vida de cada um de nós. E para começar um novo ano, nada melhor do que colocá-las em prática para crescermos como pessoas. Porque estamos sempre a aprender e podemos sempre melhorar cá vai a lição para o novo ano de 2010.

1. - Senhora da limpeza

Durante o ano lectivo, um professor deu-nos um teste. Eu era um aluno consciente e respondi rapidamente a todas as questões até ler a última:"Qual é o nome da mulher que faz a limpeza na escola?"

Isto só podia ser uma brincadeira. Eu tinha visto a mulher da limpeza inúmeras vezes: era alta, cabelo escuro, à volta dos 50 anos, mas como poderia eu saber o nome dela? Entreguei o meu teste, deixando em branco a última questão.

Mesmo antes da aula terminar, um dos estudantes perguntou se a última questão contava para nota.
"Absolutamente" respondeu o professor. "Nas vossas carreiras irão encontrar muitas pessoas. Todas são significativas. Elas merecem a vossa atenção e cuidado, mesmo que tudo o que vocês façam seja sorrir e dizer 'olá'."
Nunca esquecerei aquela lição. Também aprendi que o nome da senhora era Dorothy.

2. - Boleia na chuva

Uma noite, pelas 23:30, uma mulher de origem Africana, estava apeada numa auto-estrada do Alabama, a tentar aguentar uma valente chuva torrencial. O carro dela tinha avariado e ela precisava desesperadamente de uma boleia. Completamente encharcada, decidiu fazer paragem ao carro que se aproximava.
Um jovem, branco, decidiu ajudá-la, apesar de isto ser uma atitude corajosa naqueles dias de racismo (década de 60). O homem levou-a até um lugar seguro, ajudou-a a resolver a sua situação e arranjou-lhe um táxi.

Ela parecia estar com muita pressa, mas mesmo assim tomou nota da morada do jovem e agradeceu-lhe. Uma semana mais tarde bateram à porta do jovem. Para sua surpresa, uma televisão enorme era-lhe entregue à porta, com um cartão de agradecimento que dizia:

"Muito obrigado por me ajudar na auto-estrada na outra noite. A chuva não só encharcou a minha roupa, como o meu espírito. Foi então que o senhor apareceu. Por sua causa consegui chegar ao meu marido antes de ele falecer. Que Deus o abençoe por me ter ajudado e servir os outros de maneira tão altruísta. Com sinceridade, Mrs. Nat King Cole."

3. - Lembra-te sempre daqueles que servem

Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo de água.
"Quanto custa um gelado de taça?" perguntou o rapazinho.
"Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada.
O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as.
"Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.
A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a empregada começava a ficar impaciente.
"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão.
O rapazinho contou novamente as suas moedas.
"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele.
A empregada trouxe o gelado, colocou a conta em cima da mesa e afastou-se.
O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.
Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar. Em cima da mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de cinco cêntimos...ele não podia comer o gelado cremoso porque queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada.

4. - O obstáculo no nosso caminho

Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho.. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente afastaram-se da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho.

Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sitio onde antes estivera a enorme pedra.O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem!

Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação.

5. - Dar quando conta

Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário num hospital, conheci uma pequena menina chamada Liz, que sofria de uma doença rara e muito grave. A sua única hipótese de salvamento parecia ser uma transfusão de sangue do irmão mais novo, de cinco anos, que tinha tido a doença e desenvolvera anticorpos necessários para a combater. O médico explicou-lhe a situação da irmã e perguntou-lhe se ele estaria disponível para dar o seu sangue à sua irmã.

Eu vi-o a hesitar por uns instantes, antes de respirar fundo e dizer:"sim, eu faço-o se isso a salvar."
À medida que a transfusão ia correndo, ele mantinha-se deitado ao lado da sua irmã, sorrindo. Todos nós sorríamos, vendo a cor a regressar à face da menina. Foi então que o menino começou a ficar pálido e o seu sorriso a desaparecer.

Ele olhou para o médico e perguntou-lhe, com a voz a tremer, "Será que eu começo a morrer já?".
Sendo muito jovem, o menino não compreendeu o médico; ele pensou que teria que dar todo o seu sangue à irmã para a poder salvar.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Mensagens de Natal

Achei curioso partilhar algumas das mensagens mais bonitas que tenho recebido nesta quadra. Uma época em que nos lembramos dos que por vezes nos esquecemos, uma altura em que ficamos contagiados pelo calor humano, pela necessidade de abraçar, cumprimentar e aconchegar.

Recebi uma linda caixa vazia… mas enchi-a com amor e carinho… atei-a com laços de ternura… e envio para ti porque és especial.

Enquanto tu dormias, apaguei todas as estrelas, desliguei a lua e pedi às nuvens para te embalar. Encomendei uma amanhecer perfeito. Pedi ao sol para despertar antes de ti e pedi e Deus para iluminar os teus caminhos e conceder-te muita saúde e força para realizar os teus objectivos, hoje, amanha e sempre.

Já não posso andar de chaminé em chaminé, ando de telemóvel em telemóvel a desejar um Feliz Natal.

Deus dá-nos todos os dias um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes… Ele pode estar escondido no momento em que enfiamos a chave na porta, no silencio logo após o jantar, nas 1001 coisas que nos parecem sempre iguais. Mas este momento existe – um momento em que toda a força passa por nós e nos permite fazer milagres.


Esta mensagem não é para aqueles de que me lembrei, mas sim para aqueles que não pretendo esquecer.

Se fores… vais mais longe! Se fizeres… faz diferente! Se rires… ri até chorares! Se sonhares… sonha mais alto! Se arriscares… arrisca tudo! Se pensares… pensa por ti! Se saíres… sai da rotina! Se mudares… muda tudo! Se contares… conta comigo!


A única mensagem que devo deixar por fim é que não se esquecem que o Natal não é só em Dezembro, que devemos marcar pela diferença, devemos fazer do Natal uma época rotineira nas nossas vidas.
Lembrem-se do seu verdadeiro sentido da partilha e do amor, essas qualidades não tem preço e não custam a dar.
Bom Natal a Todos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

1 boca, 2 orelhas



Num destes dias ouvi uma frase que me fez pensar e que ainda agora salta na minha cabeça «por algum motivo nós temos dois ouvidos e apenas uma boca».
Esta frase foi proferida por uma menina de 18 anos e confesso que fiquei surpreendida com a sua conclusão, reveladora por sinal de bastante maturidade.

Focando toda a minha atenção nesta frase é arrepiante imaginar-me com 2 bocas ou com apenas 1 ouvido…não, não quero nem pensar.
É possível que algum artista já tenha construído um ser com mais olhos e bocas e ouvidos, mas na arte tudo é possível, aceitável e concretizável, mas na realidade existe uma razão para tudo, uma justificação lógica e racional para termos sido desenvolvidos assim, fosso por Quem fosse, ou através de qualquer evolução cientificamente explicável, não é isso que está em questão.

Mas sim o objectivo, a finalidade!
Porque é que, mesmo sendo cada um de nós assim construído anatomicamente, continuamos a falar mais do que aquilo que devemos ouvir?
Falamos sem ouvir e sem construir um raciocínio…tantas e tantas vezes…
Falamos de modo a interromper algo que possivelmente precisamos de ouvir…
Falamos sozinhos, por vezes, para interromper um silêncio, que nos assusta e inquieta…
Falamos quando falamos e quando ouvimos…
Falamos só por falar, só para não estarmos calados…
Falamos quando temos ou quando nem temos algo para contar…
Porque não ouvimos mais, relacionamos mais e pensamos mais?!

Não vou desenvolver o meu exemplo pessoal, porque possivelmente iria falar demais, seria crítica e autocrítica. Crítica, outro termo muito propício a uma boa análise comportamental, quantas vezes não interrompemos as criticas a nós atribuídas? Será que nos custa ouvi-las? Porque, se forem construtivas venham elas…mas são sempre críticas e reparações, e são ditas, são verbalizadas e isso intensifica-as…

Ouvir mais, penar mais, falar quando necessário!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dia do não fumador


No dia 17 de Novembro celebra-se o Dia do Não Fumador. É um dia em que eu posso celebrar porque sou não fumadora, embora insatisfeita por não conseguir convencer os amigos próximos a deixarem esse vício vagabundo.

Por muitos termos e teorias que eu possa usar nada consigo fazer para que eles abdiquem desse objecto destrutivo.

Vou tentar algo diferente…algo mais teórico dado que os dados científicos não convencem os fumadores, vamos aos motivos emocionais:

Alguns fumadores alegam…
É um acto social! Eu é que sou social quando vou fazer companhia ao fumador. Quando estou quentinha no café a ter uma conversa agradável mas vou fazer companhia ao amigo fumador que agora tem que sair do estabelecimento para fumar o seu cigarro.

É uma forma de integração social! Para os mais fracos é certamente uma forma de integração. Mas porque não optam por dividir rebuçados, é muito mais saudável e toda a gente iria gostar.

Maria vai com os outros! Eu deveria responder então atira-te da ponte também, mas isso e muito surreal, agora opto por perguntar se ainda estão na fase da adolescência em que tem que acompanhar as modas.

Tenho que morrer de alguma coisa! Este argumento dá cabo de mim, eu e que morro de choque com tanta idiotice.

É uma forma de transmitir mensagens! Mensagens de fumo? És indígena? Agora usamos cartas, bilhetes, mensagens não sei se já usas mas envia mensagens bastante mais explicitas.

Para terminar já me responderem: espera lá que hás-de morrer saudável! Bom eu espero sinceramente, morrer velhinha, depois de viver muito e muito bem a minha vida, com saúde e alegria, com dentes brancos, pulmões limpos, pele sedosa…sim espero um dia morrer de velhice e não morrer cedo, nova e possivelmente com um Cancro que irá consumir-me até ao último suspiro.