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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Crianças e Museus


Recentemente li este artigo «Como educar uma criança para gostar de museus»*, que podem consultar em:
* Texto publicado originalmente em inglês, no site Family Time, da National Geografic.

Antes de qualquer comentário convido-vos a lerem. Para pais, educadores ou familiares com crianças, um dia no museu pode ser um programa divertido e também educativo para os mais pequenos (e para os mais crescidos).
Uma vez que o artigo apenas refere instituições museológicas internacionais, vamos adaptar um pouco a oferta e mostrar dois ou três exemplos nacionais de locais/museus onde pode levar os mais pequenos.

1. Leve em conta o que eles querem
O seu filho ama dinossauros? Exposições temporárias sobre esta temática estão sempre a acontecer (ex: no Museu da Eletricidade e na Alfandega do Porto ou no Palácio de Cristal).
Quer ser veterinário? Museu Nacional de História Natural e da Ciência -Museus da Universidade de Lisboa e Museu da História Natural da Universidade do Porto.
Quer ser técnico de saúde? Museu da Farmácia – Lisboa; Casa Museu Bissaya Barreto – Coimbra.
Quer ser escritor? Casa Museu Camilo Castelo Branco – Vila Nova de Famalicão; Casa Museu Egas Moniz – Aveiro.

2. Repense como é o passeio em um museu
«Paredes, teto, portas… Tudo isso é para ser levado em conta quando você está procurando uma experiência museológica».
Fundação de Serralves – Porto; Citânia de Briteiros – Guimarães; Mosteiro de Santa Clara a Velha – Coimbra.
«E mesmo nas suas caminhadas diárias, considere procurar arte na arquitetura em torno de você, isso pode transformar o significado que o “ir para o museu” tem para seu filho.»
Centro Histórico de Guimarães, Centro da cidade de Aveiro… passeie a pé pelos centros das cidades, assim não apanha trânsito, caminha e admira a envolvência.
«Deixe o seu filho adolescente tirar selfies». Nos espaços onde é permitido, assim irá perdurar a lembrança de uma visita/passeio.

3. Mantenha interativo
«É a maneira infalível de tocar o coração das crianças, mas exposições interativas deixará as crianças maiores (e os pais) entretidos, também. Muitos de nós, jovens e menos jovens, aprendem melhor através do toque e de jogo. Procure por museus que incentivem a interação.»
Museu do Côa
Lisboa Story Centre

«Não tem certeza se seus filhos gostam de arte? »
Museu da Miniatura Automóvel – Serra da Estrela ; Museu da Marioneta – Porto; Centro Português de Fotografia – Porto.

«Os centros de ciência são sempre um sucesso com as crianças. »
Centro Ciência Viva da Floresta – Proença a Nova; Exploratório Infante D. Henrique – Coimbra; Centro de Ciência Viva do Algarve.

4. Comece enquanto eles ainda são jovens
«Museus também podem ser incríveis experiências de ensino para as crianças mais velhas começarem a compreender alguns aspetos menos lisonjeiros da humanidade.»
Museu de Arte Contemporânea - Santo Tirso; Museu D. Diogo de Sousa – Braga; Centro Interpretativo da Batalha – Batalha.

5. Vá embora cedo
«Este é o segredo para qualquer coisa.» Assim vão querer mais.
Faça a você mesmo esse favor e não tente percorrer todo o museu em uma única tarde. Escolha algumas exposições e siga em frente muito antes das crianças pedirem isso.

Notas:
As universidades nacionais apresentam muitos espaços museológicos com muito interesse e temáticas muito diversificadas. Consultem os sites oficiais para encontrarem mais informações.
Os sites das Câmara Municipais são, talvez, os mais atualizados e onde podem encontrar as informações necessárias para um dia de passeio.
Os exemplos referidos são apenas isso, exemplos. Em Portugal existem imensos museus, o INE reúne os números dos Museus Nacionais mas as instituições museológicas particulares são muitas e com espólio riquíssimo.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nos museus com Canavilhas, vai ser assim o novo programa da SIC Notícias

 


Um pouco à semelhança do que fazemos nos 5 minutos de arte divulgamos o seguinte programa que irá para o ar na SIC.

São 13 episódios de apenas cinco minutos. Uma obra de arte e um museu todas as semanas. E muitas histórias. Vai ser assim Obra Prima, o novo programa da SIC Notícias que é da autoria de Gabriela Canavilhas, antiga ministra da Cultura e agora deputada socialista. O programa é esta quinta-feira apresentado e vai para o ar a partir de sábado.

Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/nos-museus-com-canavilhas-vai-ser-assim-o-novo-programa-da-sic-noticias-1607140

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dia Internacional dos Museus no Percurso Museológico de Santo António dos Capuchos



Dia Internacional dos Museus| 17 e 18 de Maio de 2013

 

Percurso Museológico no Convento de Santo António dos Capuchos

Santa Casa da Misericórdia de Guimarães

 
Dia 17 de Maio (sexta-feira)
Destinatários: Público escolar (1.º ciclo)
Programa: Visita guiada ao Percurso Museológico.
Desenvolvimento de atividades lúdicas e educativas.
Lançamento do Caderno de Atividades “Descobre os segredos do museu…” destinado ao público escolar.
Temas abordados: preservação da memória do espaço, educação pela arte e a identidade da cidade.
Horário: das 10h até às 17h
Entrada Gratuita | Inscrição obrigatória

 

Dia 18 de Maio (sábado)
Destinatários: Público Geral
Visita ao Percurso Museológico e zonas reservadas.
Realização de performance pelos utentes do Centro de Atividades Ocupacionais da Misericórdia no Claustro, a decorrer pelas 10h30, pelas 14h30 e pelas 17h.
Horário: das 10h até às 18h
Entrada Gratuita

Mais informações:

Percurso Museológico no Convento de Santo António dos Capuchos

Rua Dr. Joaquim de Meira s/n (antigo hospital), Guimarães

pm@scmguimaraes.com | 253 541 244 | www.scmguimaraes.com

segunda-feira, 8 de abril de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Museu Nacional Machado de Castro


No passado domingo visitei o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.
Após alguns anos encerrado e numa segunda fase com o criptopórtico acessível ao público, a coleção do museu abre-se novamente ao público para desfrute e contemplação.

De cara lavada o museu encontra-se ampliado, com novas salas, com diferentes temáticas e com uma coleção riquíssima.
Poderia salientar algumas peças, mas isso ficará para outros posts, que certamente apreciarão. O Museu Nacional Machado Castro apresenta 5 pisos expositivos, do -2 até ao 2.º andar. Alberga coleções de arquitetura, arqueologia, escultura, ourivesaria, joalharia, pintura, desenho, cerâmica, têxteis, mobiliário entre outras.
Numa leitura sobre a exposição destaco os novos suportes das peças, numa mistura entre o ferro e a pedra muito agradável. Pese embora a organização das legendas é, por vezes, difícil e confusa pelo agrupamento adotado.
A integração do espaço arquitetónico da antiga igreja de S. João de Almedina mostra parte do claustro, a abside e um excerto das escavações, que permite ao visitante compreender as diferentes camadas estratigráficas e os seus períodos de ocupação.
Os corredores são amplos e em determinadas zonas gozam de iluminação natural que confere às peças jogos de luz e sombra. O afastamento dos plintos e das respetivas peças das paredes, resultam numa solução interessante, uma vez que permite ao visitante ver toda a peça deambulando em redor da mesma, e perceber a verdadeira anatomia escultórica.
A sala que apresenta o conjunto escultórico da Última Ceia de Hodart é a mais intimista. O conjunto foi premiado pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia) em 2012, que atribuiu o prémio para Melhor Intervenção de Conservação e Restauro. As luzes exatamente focadas nos protagonistas, o espaçamento entre cada um e a divisão por três grupos possibilitam analisar os rostos de perto, sentir a contorção dos corpos e a direção dos olhares. Contudo e devido ao estado de conservação das peças, não é possível identificar todos os apóstolos.
As salas dedicadas à pintura revelam rostos matreiros, outros em oração, uns tristes e outros ainda em contemplação. As peças de ourivesaria e joalharia ostentam o brilho e as linhas de um talhe minucioso.
Por último destacamos os vigilantes presentes nas salas, sempre prestáveis, atentos e verdadeiros orientadores no novo edifício.
Em suma, Coimbra apresenta um museu renovado, aumentado e melhorado, não deixem de visitar e no fim da visita coloquem os conhecimentos à prova nos jogos disponíveis na sala multimédia.
 
Manuela Cunha, fevereiro de 2013.
 
Mais informação e bibliografia sobre o Museu Nacional Machado Castro:

 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

9.ª Conferência Europeia de Museum Advisors

Passamos a divulgar:

A Mapa das Ideias e a CM de Loures estão a organizar a 9.ª
Conferência Europeia de Museum Advisors em Lisboa, que irá decorrer entre 29 de
Maio e 2 de Junho e tem como subtítulo "The crisis as a challenge to do
more and better".


Trata-se de uma conferência que é organizada na europa de 2
em 2 anos e que reúne diversos especialistas, consultores e profissionais
preocupados com os museus e o seu futuro. A língua oficial da conferência é o
inglês (não vai haver tradução simultânea).


O ICOM-Portugal apoia e colabora nesta Conferência
Internacional, organizando uma sessão especial que tem como convidado Michael
Dixon, Director do Museu de História Natural de Londres e Presidente da
National Museum Directors' Conference UK (Museu Nacional de Arqueologia, 2 de
Junho).


Os participantes podem candidatar-se a uma bolsa através da
sua Agência Nacional para Aprendizagem ao Longo da Vida que poderá cobrir todas
as suas despesas.


Contacto: cristina.reboredo@mapadasideias.pt

Para mais informações: http://www.mapadasideias.pt/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A arte morre?

Há dias fui visitar o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Fiquei vidrada logo no hall de entrada com a representação «A Viúva» de António Teixeira Lopes, executada em 1893.


Uma obra intrigante, comovente e real. Por um lado a depressão, o choque e a passividade nos olhos de uma mãe, por outro o desespero e o choro na face de uma criança que deseja mamar e alimentar-se.



Uma peça com vida eterna, mas desgastada pela perspectiva com que sempre a vemos.
Ganha uma nova vida quando integrada num projecto como o «Outros Olhares – Novos Projectos» com curadoria de Adelaide Gingo. Esta iniciativa do MNAC teve início em Março de 2010 e pretende contribuir para uma nova reflexão da própria colecção do MNAC.

No primeiro piso vemos, num espaço de transição, uma série de telas redondas, sendo que o artista quer transmitir uma dinâmica ocular, com aspectos concretos da 'viúva', conferem uma nova leitura da obra dada por António Olaio.
A escolha do artista plástico e professor universitário foi objectiva e estratégica: trabalhar uma das peças mais vistas do Museu.






As palavras de António Olaio são esclarecedoras e transparecem a química entre artista e obra e num primeiro plano a química que a obra de António Teixeira Lopes provocou em António Olaio.
«Só faltava fazê-la. “This widow is blocking my windows” é, assim, uma exposição que nasce da própria condição daquela escultura. E, na relação com ela, posso dizer que:

- Obsessivamente, pela sua incontornável dimensão erótica, me ocupa totalmente o campo de visão.

- Tapando-me as janelas, só me deixa um espaço interior (introspecção, ou a fatalidade de ter de me conformar com um interior como meu único espaço exterior)

- Bloqueando-me o meu Windows, queixo-me deste século XIX que me bloqueia o computador. Ou talvez da permanência de cada século passado que insiste em ficar, que não reconhece qualquer rigor na valoração simbólica de um mero instante, da passagem de um século para outro.

As telas redondas assumem uma condição ocular, consequência conceptual de ter o cérebro nos olhos, e a canção do vídeo acrescenta outros sentidos:

Your darkness is all I can see / I’m trapped in 19th century / Don’t know if it’s morning or night/ Outside is out of my sight/…»





Com os olhos preenchidos a cinza, com vida nova… com os pés quase que se querendo esticar pelo cansaço e pela dor. Uma outra análise, para uma abertura de leituras e janelas perante a arte.
Paralelamente um vídeo transmite imagens da obra que se encontra no piso da entrada, sendo o seu objectivo não só complemento e/ou comparação mas sim fruição de todos os nossos sentidos e com toque na nossa alma.

A arte morre? Nunca! A arte vive em quem a mantém viva, a arte prospera e revive em todos nós que a admiramos.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Prémios Associação Portuguesa de Museologia - APOM

PRÉMIO INCORPORAÇÃO
Museu de São Roque – Cofre Relicário S. Francisco Xavier
Museu Nacional de Arte Antiga – Doação Castro Pina.



PRÉMIO PROJECTO INTERNACIONAL
Menção Honrosa
Fundação Arpads Szenes- Vieira da Silva
“ Au fil du temps. Percurso fototipográfico de Maria Helena Vieira da Silva », realizado no Museu Óscar Nieymer, Curiba, Brasil
Prémio
“ Património de Origem Portuguesa do Mundo”, Fundação Calouste Gulbenkian.


PRÉMIO INFORMAÇÃO TURISTICA/VISITANTE
Castelo S. Jorge, EGEAC/CML
Promoção do Turismo Cultural na cidade de Funchal – DRAC- Direcção Regional dos Assuntos Culturais da Direcção Regional dos Assuntos Culturais e Promoção Turística
Promoção Turística da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão.



PRÉMIO INSTITUIÇÃO
Federação dos Amigos dos Museus
Fundação Ricardo Espírito Santo



PRÉMIO MECENATO
Nestlé
Cimpor



MELHOR INTERVENÇÃO EM CONSERVAÇÃO E RESTAURO
Menção Honrosa:
Farmácia Estácio, Porto – Museu da Farmácia
Templo de Memórias – Igreja Matriz de Bucelas
Restauro de andor, em forma de navio, séc. XVIII - Igreja do Colégio de Angra de Heroísmo.
Prémios:
Órgãos da Basílica de Mafra – Palácio Nacional de Mafra
Departamento de Reserva, Conservação e Restauro do Sport Lisboa e Benfica



MELHOR TRABALHO DE MUSEOGRAFIA
Menções Honrosas:
Reservas visitáveis Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo
Museu da Escrita do Sudoeste, Almodôvar – “ A vida e a morte na Idade do Ferro”
Prémio:
Casa da Lavoura e Oficina do Linho, Museu Etnográfico da Várzea, Calde, Viseu.



MELHOR ESTUDO SOBRE MUSEOLOGIA
Menção Honrosa:
História Viva. A Recriação Histórica como Veículo de Divulgação do Património Histórico e Artístico Nacional (1986-2009). Conceitos e Práticas – Raquel da Assunção Alves Coelho
Prémio:
A Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça – Reflexões e contributos na Óptica do discurso expositivo – Joana Maria d’Oliva Monteiro.



MELHOR TRANSPORTE DE PATRIMÓNIO
Prémio:
Museu Nacional de Arte Antiga - Transporte Tapeçarias Pastrana, realizado pela Feiro Expo.



MELHOR APLICAÇÃO DE GESTÃO E MULTIMÉDIA
Menções Honrosas:
Museu Municipal de Arruda dos Vinhos
Museu dos Besteiros/ CM de Tondela
Museu de Freixo Espada à Cinta
Prémio:
Museu da Cidade – Maqueta 3 D Terramoto de 1755.



MELHOR COMUNICAÇÃO ON-LINE
Menção Honrosa:
Musing on Culture, de Maria Vlachou
Prémio:
Boletim Informativo do IGESPAR.



MELHOR SITE
Menções Honrosas:
Mosteiro de Alcobaça
Museu de Évora
Prémio:
Fundação Oriente
Museu do Côa


MELHOR TRABALHO JORNALISTICO
Prémios:
Agência Lusa
Time Out
National Geographic



MELHOR TRABALHO NA ÁREA DA MUSEOLOGIA
Prémio:
Museu para que te Quero – Ministério da Educação, Dra. Eliza Marques
Museu Virtual do Ministério da Educação – Ministério da Educação, Dra. Paula Telo.



MELHOR SERVIÇO DE EXTENSÃO CULTURAL
Menções Honrosas:
Museu de Arte Sacra e Etnologia (Fátima)
Centro de Interpretação Ambiental de Viana do Castelo
Prémios:
Museu do Café
Museu Nacional do Traje (IMC)
Museu Arqueológico Municipal José Monteiro (Fundão).



PRÉMIO INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE
Menções Honrosas:
Museu Municipal de Coimbra. Centenário do Edifício Armazéns do Chiado
Museu das Comunicações: Madragoa, História de Viajantes
Prémios:
Projecto das Actividades Comemorativas do Centenário do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
Algarve: do Reino à Região. Rede de Museus do Algarve.



MELHOR CATÁLOGO
Menção Honrosa:
Sala do Veado Vinte Anos – Museu Nacional de História Natural
Prémios:
Carolina Beatriz Ângelo - Museu da Guarda (IMC)
Arte Oriental nas Colecções do Museu de São Roque.



MELHOR EXPOSIÇÃO
Menção Honrosa:
Tarrafal – Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Prémios:
Exposições integradas nas Comemorações do Centenário da República
Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana”, Museu Nacional de Arte Antiga.



MELHOR MUSEU PORTUGUÊS
Menções Honrosas:
Aquário Vasco da Gama, Museu da Santa Casa da Misericórdia de Viseu e Mimo Leiria
Prémio:
Museu do Papel, Santa Maria da Feira.



PRÉMIO PERSONALIDADE NA ÁREA DA MUSEOLOGIA
Professor Luís Casanovas.



Fonte: http://www.pportodosmuseus.pt/

domingo, 4 de dezembro de 2011

Museu Judaico - Belmonte, reflexão

Numa curta visita a Belmonte fomos recebidos pelo Castelo cuja adaptação arquitectónica, louvável, permite o desenvolvimento de diversas actividades no âmbito do espectáculo e eventos.

No posto de Turismo percebemos que tínhamos 7 museus que poderíamos visitar. Repito 7, para a área geográfica de Belmonte, 133.24 Km2. De entre eles o Ecomuseu do Zezere, Museu Judaico, Museu do Azeite, Centro Interpretativo ‘Caminhos da Fé’, Centro Interpretativo de Belmonte, Espaço Museológico do Castelo de Belmonte, Museu dos Descobrimentos, entre outros. Alguns deles devo dizer distanciam-se 100m uns dos outros.

Hoje debruçamo-nos numa pequena crítica/pensamento relativa ao museu Judaico, um dos que visitamos.

Antes de passar ao cerne da questão devemos salientar a pequena vila de Belmonte merece uma visita obrigatória. O centro da vila, muito limpo e cuidado, quase que nos remete a tempos passados, pela construção empedrada, pelas placas em madeira referentes a loja de antiguidades, indicativas do castelo, do turismo etc.

No Museu Judaico não nos foi autorizada a captação de imagens, remetemos para o final a fonte das imagens. A nossa discussão prende-se apenas com a designação de museu. O museu judaico pequeno, com duas pequenas salas expositivas, o espólio proveniente de uma colecção particular, sem loja de museu, nem cafetaria... No site da Câmara Municipal de Belmonte podemos ler «O museu é composto por três pisos. A partir da entrada principal, no piso 1, acede-se a um átrio/recepção, onde se localizam os serviços de atendimento, a loja do museu e um auditório. Por escadaria e elevador, sobe-se ao piso 2, destinado à exposição permanente. Aqui, o percurso inicia-se por uma visão abrangente dos conteúdos do Judaísmo. Depois, o trajecto continua com um núcleo dedicado à história e cultura judaica em Portugal (…) O piso 3 é reservado para exposições temporárias, para a área da direcção e administração e ainda para o Centro de Estudos Judaicos». Efectivamente o 3.º piso não estava visitável no domingo em que nos deslocamos a Belmonte.

Reforçamos a disposição museográfica, ao nível de lettering utilizado nos separadores que enunciavam a história do judaísmo em Belmonte, nomes de destaque da sua história e descrição de alguns ritos, sempre com a cruz de 6 pontas constantemente presentes em cada expositor.

Ficamos com a dúvida, dada a dimensão dos museus que visitamos, se não faria mais sentido criar um Museu de Belmonte com pequenos núcleos dedicados ao azeite, aos descobrimentos, aos judeus e assim por diante. Até que ponto se pode designar Museu a estes espaços confinados à vila, rapidamente visitáveis, com escassez de bibliografia para venda, com poucos objectos de merchensaiding e bastante dedicados a grupos de investigação dedicados ao judaísmo.

Apenas uma questão que levantamos, num espaço pago, mesmo ao domingo. Possivelmente por esse facto fomos os únicos visitantes durante uma hora, a duração da nossa visita.


fonte das imagens:

http://imageshack.us/photo/my-images/507/dsc0228ht5.jpg/

http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=27740

http://www.eurostand.pt/index.htm?no=201000100003,002


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Centro Interpretativo de Santa Clara-a-Velha, análise crítica



No passado domingo fui até ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. O mosteiro merece visita regular, pela sua beleza, amplitude e pelas marcas da história e das águas tão vincadas nas suas paredes.

O centro interpretativo foi a primeira vez que visitei. O edifício de características geométricas apresenta, logo à partida, uma estrutura que permite expor o espólio exumado das escavações, numa espécie de reserva ao ar livre. A solução parece-me positiva, pela exposição, desde que sejam assegurados todos os princípios de segurança e preservação.


No interior do centro interpretativo foram-nos dadas todas as informações relativas ao espaço, a sua utilização e respeitantes aos documentários que são projectados num pequeno auditório e noutra sala de projecção que o centro dispõe. Estas projecções não são demoradas nem cansativas, daí a nossa recomendação para que não deixem de ser visualizadas.

Gostaríamos de ilustrar os pontos que destacaremos ao longo da análise com fotos, mas estas não são permitidas no interior, mas esperamos que visitem o espaço e debatam connosco as vossas opiniões.


A sala de exposições permanentes apresentava um espólio muito variado desde porcelanas, a faianças, anéis, objectos de uso pessoal e culinário a esculturas de diversos tamanhos. De modo a explicar cada etapa da vida do mosteiro e das clarissas, as paredes revestiam-se de pequenos painéis, com imagens, textos, notas históricas, etc. Do nosso ponto de vista, seria mais harmonioso, uma estrutura em lettering na parede ou um único painel, por tema, com toda a composição que evitava o uso de 3 ou 4 pequenos painéis atrás das peças expostas.


As vitrinas com utensílios de cozinha expunham uma estrutura museográfica, por vezes, de difícil leitura. Se na vitrina, que continham utensílios coloridos, a legenda apresentava essas mesmas cores, era fácil ler a mesma assim como as peças, por outro lado, quando não há cores nas peças e a disposição não obedece, rigorosamente, à estrutura desenhada na legenda, a apreensão é impossível.

Em contraponto com estes, pequenos, aspectos a parede em vidro permitia, que trocássemos olhares com o mosteiro de quase todos os pontos da exposição.

A sala de exposição temporária apresenta, à data, uma exposição de fotografia.


No exterior e a caminho do mosteiro, um passadiço leva-nos até uma horta monástica; a um amplo relvado e finalmente contactamos com o mosteiro.


Descrevê-lo não é o nosso objectivo, esperemos que todos tenham a oportunidade de visitar tão belo monumento. Mas, há aspectos que merecem a nossa crítica. Temia ver qual o pavimento que encontraram como solução, no interior do mosteiro, nomeadamente para públicos de mobilidade reduzida. Positivamente foi revestido por placas metálicas, que possibilitam a visita a qualquer pessoa. Enquanto subíamos as escadas em caracol, para o pavimento superior encontramos um carrinho de mão, baldes e esfregonas de limpeza, cuja arrumação deveria ser mais discreta, dentro de uma arca, por exemplo de modo a não se destacar tanto.

No regresso ao centro de interpretação paramos na cafetaria, com uma, muito simpática com um espelho de água, remetendo para o elemento que fez parte da história do mosteiro. A paisagem que vislumbramos da cafetaria, é sem dúvida magistral, à excepção das estruturas habitacionais localizadas a Oeste, cuja recuperação deveria ser obrigatória, dado o enquadramento paisagístico.

Para finalizar referimos a loja do centro. É com pena que referimos este bloqueio ao visitante/comprador. Foi colocado um separador, como se de um quadro se tratasse, e não nos fosse permitido tocar e escolher os objectos. Este cerco impede a compra, cinge o visitante, que não pega, não mexe e não compra, logo não gera receita. agradeço à Ju pelas fotos, pela companhia e pela amizade ;) e pelo profissionalismo, que até fiquei favorecida.