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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Investigação sobre o Património Cultural a Norte


A Direção Regional de Cultura do Norte realizou um levantamento das teses de mestrado e doutoramento sobre a região norte, disponíveis na web ( bases de dados das respectivas escolas e RCAAP ), com os seguintes objectivos:
  1. Avaliar o impacto deste trabalhos do ponto de vista cultural, social e económico
  2. Divulgar a produção de investigação e conhecimento que potenciem a actividade cultural, social e económica

Se o teu trabalho não está nesta base de dados existe a possibilidade de enviar essa informação.

Consultem o site e enviem os vossos dados.
http://estudosculturanorte.wordpress.com/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nos museus com Canavilhas, vai ser assim o novo programa da SIC Notícias

 


Um pouco à semelhança do que fazemos nos 5 minutos de arte divulgamos o seguinte programa que irá para o ar na SIC.

São 13 episódios de apenas cinco minutos. Uma obra de arte e um museu todas as semanas. E muitas histórias. Vai ser assim Obra Prima, o novo programa da SIC Notícias que é da autoria de Gabriela Canavilhas, antiga ministra da Cultura e agora deputada socialista. O programa é esta quinta-feira apresentado e vai para o ar a partir de sábado.

Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/nos-museus-com-canavilhas-vai-ser-assim-o-novo-programa-da-sic-noticias-1607140

domingo, 7 de abril de 2013

Catedral de Santiago de Compostela como tela de composição artistica

Esta semana chegou-me este vídeo que tenho que partilhar com todos.
Com aqueles que já viram, pois certamente vão querer repetir.
E com todos os que ainda não viram, não deixem de ver e deslumbrem-se.

Fuegos del Apóstol 2012. Mapping Catedral de Santiago

domingo, 17 de junho de 2012

Pelas Caldas da Rainha

Há poucos meses fui até às Caldas da Rainha. Cidade famosa pelas loiças, pelos atributos dos doces e pelas caldas/termas que lhe dão nome.
Esta visita inseriu-se num roteiro por algumas termas que estou a elaborar. Com poucas palavras quero dar-vos conhecimento das obras de remodelação da via que permite o acesso ao balneário novo e ao hospital termal, contudo continua sem ocupação e cada vez mais escurecido o complexo de pavilhões do parque.

O magnífico edifício dos pavilhões das termas, mandado construir por Rodrigo Berquó, cujo nome se inscreve numa placa, esverdeada pelos fungos, no meio do parque em memória do mentor do espaço. A sua construção iniciou-se em 1893 e no ano de 1897 as obras estavam na sua fase de conclusão.
A alta vegetação que torna o parque acolhedor e fresco também esconde um imóvel de tonalidades neutras. O edifício termal, de 4 andares e de 5 corpos, ao abandado, de portas fechadas, algumas janelas partidas, alguns vãos tapados, apenas se abre para os pombos que invadem o seu interior sem licença e sem respeito.
Uma rede veda todo o imóvel, numa tentativa de impedir a entrada aos curiosos, aos vândalos ou até mesmo aos interessados. O que ainda conservarão aquelas paredes?
Duas placas revelam a reutilização do imóvel, dizem-nos «Escola Superior de Educação e de Letras Polo de Caldas da Rainha» e «Escola Técnica e Empresarial do Oestes, Inaugurada pelo Exmo. Sr. Ministro da Educação Eng.º Roberto Artur da Luz Carneiro, 15 de Outubro de 1990». Depreendemos que este imóvel, ou parte dele, terá sido utilizada para funções educativas. Uma aposta aparentemente acertada, mas porque terá falhado ou terminado? Na verdade os pavilhões nunca cumpriram a sua verdadeira função, serviram antes para acolher refugiados, militares, escolas, bibliotecas, associações culturais e artísticas.

Atrás de tudo isto entramos numa nova dimensão. O balneário novo, construído em, de linhas neoclássico, de fachada simétrica e ordenada, pontuada por elementos de remate e decorativas de linhas clássicas, aberto e em funcionamento.

O hospital termal Rainha D. Leonor segue as linhas construtivas, e possibilita ao público a visita à piscina da Rainha. Esta área, aparentemente nova, encontra-se em obras de melhoria das vias e dos acessos deixando perceber o investimento, da Câmara Municipal nestes estabelecimentos e nesta área.

1487 Início da actividade do hospital termal.

1747-50 Obras de reconstrução e melhoramento do hospital termal, promovidas por D. João V, engenheiro Manuel da Maia e arquitecto Eugénio dos Santos.

1888- «O administrador Rodrigo Maria Berquó inicia o projeto de transformação do conjunto termal da sua autoria, nomeadamente: construção do parque D. Carlos I, Novo hospital D. Carlos I – Pavilhões do Parque e da nova casa dos administradores, ampliação dos edifícios do hospital termal e do clube de recreio e as obras de beneficência da casa real e da mata Rainha D. Leonor»

1940 Inauguração do balneário novo, em substituição da casa da convalescença, o seu autor foi o arquitecto Álvaro machado
1947-8 O parque d. Carlos sofreu obras de requalificação pelo Arq. paisagista Francisco Caldeira Cabral

Bibliografia: MAGORRINHA, Jorge, Pavilhões do Parque, Património e Termalismo nas Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, 1999.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Património arqueológico e arquitectónico de Vieira do Minho


Património arqueológico e arquitectónico de Vieira do Minho
Autor:
Fontes, Luís e Roriz, Ana

Data:
2007

Editora:
Município de Vieira do Minho


Resumo:
O trabalho que aqui se apresenta é o culminar do projecto de 'Inventário do Património Arqueológico e Arquitectónico do Município de Vieira do Minho', projecto cuja execução foi cometida à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, sob a responsabilidade dos signatários e ao abrigo de um protocolo específico celebrado entre o Município de Vieira do Minho e a Universidade do Minho. Ao longo de 3 anos, entre Janeiro de 2004 e Janeiro de 2007, percorreu-se o território de Vieira do Minho de lés-a-lés, desceram-se as margens dos seus rios e ribeiras, subiram-se as encostas dos seus montes e percorreram-se as cumeadas das suas serras, visitaram-se as igrejas e capelas de todas as freguesias , descobriram-se sítios arqueológicos inéditos e registaram-se centenas de espigueiros e de moinhos.



URI:
http://hdl.handle.net/1822/16889


fonte e link: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/16889



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bens Culturais da Igreja




Novo site a constar na nossa barra lateral:

http://www.bensculturais.com/

Um site intuitivo, renovado e legível.


Separadores dedicados a obras de arte furtadas, para que todos possamos dar o nosso contributo em prol da recuperação do património religioso;


Cursos e acções de formação;


Publicações, estudos.



Imensa informação e muito bem organizada. A navegação no site é bastante fluida e a linguagem muito clara.
Não deixem e visitar!




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Turismo religioso

Passamos a divulgar a seguinte noticia, pelo mérito e pela abertura que se começa a sentir.
O turismo deve e tem que ser analisado como uma fonte de riqueza e divulgação, de empregabilidade e cultura, como ensinamento e lazer.

Bispo quer aposta em turismo religioso

O bispo da diocese Bragança-Miranda manifestou preocupação
com o estado de "degradação" de alguns dos mais emblemáticos templos
religiosos do nordeste transmontano.

Segundo o prelado, há templos que necessitam de intervenção,
tais como a concatedral de Miranda do Douro, as igrejas de Torre de Moncorvo e
Freixo de Espada à Cinta ou o mosteiro de Castro de Avelãs (Bragança).

"Temos, na região, um conjunto de imóveis religiosos
referenciados e com grande valor arquitectónico, artístico e cultural. Algum
desse património tem andado descurado, embora esteja a ser feito um trabalho em
articulação com entidades competentes, para que algumas dessas preocupações
deixem de existir", acrescentou José Cordeiro.
A ideia do bispo diocesano passa pela criação de um circuito
destinado ao turismo religioso na região, dignificando-se, ao mesmo tempo, os
lugares onde a igreja se reúne para as orações.
Apesar de se iniciarem os primeiros passos por parte da
Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), no sentido de recuperar alguns
templos, o chefe do clero no distrito de Bragança espera que todo o processo de
recuperação dos templos esteja concluído "o mais brevemente possível".
"Mesmo em tempos de crise e de austeridade não se pode
diminuir a aposta na cultura por é nela que está espelhada a cultura de um
povo, como é caso da concatedral de Miranda do Douro que, por ano, recebe
milhares de visitantes", frisou.
Fonte da DRCN avançou à agência Lusa que têm sido efectuadas
obras em vários imóveis religiosos na diocese Bragança-Miranda e, a título de
exemplo, foi deixado o trabalho feito na igreja de Santo Cristo, em Outeiro
(Bragança), realizado em parceria com a câmara de Bragança.
Por outro lado, surge o restauro das pinturas atribuídas a
Grão Vasco do retábulo da capela-mor da igreja matriz de Freixo de Espada à
Cinta.
"No caso de recuperação da concatedral de Miranda do
Douro, esta está integrada no projecto da Rota da Catedrais e aguardando-se,
por isso, a aprovação da candidatura pela CCDR Norte", concluiu a mesma
fonte da DRCN.
Outros dos exemplos do "empenho" da DRCN em
salvaguardar o património são as obras em curso no templo românico de Algosinho
(Mogadouro) e no mosteiro de Castro Avelãs (Bragança).

domingo, 11 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fado

Para celebrar o FADO, como Património Imaterial da Humanidade, transcrevo a letras de um dos mais lindos fados, cantado por Mariza, intitulado CHUVA.


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir


Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir


São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder


Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer


A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera


Ai… meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


fonte das imagens: http://ritaschultz.wordpress.com/2011/02/08/a-lenda-da-chuva/

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Monte Nemrut


Segundo a notícia avançada pela televisão turca NTV e hoje publicado pelo jornal Público as monumentais esculturas do Monte Nemrut deverão ser trasladadas para um museu.

O desgaste natural, as condições climatéricas extremas tem levantado diversas duvidas quanto è integridade das peças.


São imagens impressionantes as que partilho de seguida. (Fonte:http://www.elheraldo.co/turismo/esculturas-del-monte-nemrut-ser-n-trasladadas-a-un-museo-35521)



Este espaço arqueológico, considerado Património da Humanidade da UNESCO data do século I a. C, mandadas erigir pelo rei Antíoco I. Durante a busca pelo seu túmulo este conjunto escultórico foi posto a descoberto em 1881.



Levantam-se várias questões à volta deste tema:

A paisagem ficará desfigurada?
Os fluxos de turistas serão desviados?
As peças ficarão descontextualizadas num museu?
Será necessário trasladar se aguentaram 2.000 anos?
Quais os reis efeitos do gelo, das chuvas e do sol?




(fonte da notícia: http://www.publico.pt/Cultura/esculturas-do-monte-nemrut-vao-ser-transladadas-para-museu_1509810 31-08-2011)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Políticas Museológicas: património religioso




passo a divulgação...




COLÓQUIO APOM/2011
TEMA: Políticas Museológicas: património religioso
DATA: 24 e 25 de Outubro
LOCAL: Museu de Arte Sacra e Etnologia - Fátima








PROGRAMA
24 de Outubro de 2011

09h30- 10h00 – Entrega de documentação
10h00-10h45 – Sessão de Abertura: Bispo de Leiria, Superior Provincial do Instituto Missionário da Consolata, Reitor do Santuário de Fátima, Presidente da APOM.
10h45-11h00 – Café
11h00 -12h30 - Painel 1: Património religioso – D. Carlos Azevedo, Prof.ª Doutora Natália Correia Guedes
12h30-13h00 – Debate
13h00-14h30 – Almoço livre
14h30-16h00 - Painel 2: O património religioso nos Açores e na Madeira – Dr. Francisco Maduro Dias e Dr. F. Carita.
16H00 – Debate
16h30 – Café
17h00 – 18h30 - Painel 3: O Museu de Arte Sacra e Etnologia – P. Tavares, P. Tomás, Dr. Gonçalo Cardoso, Dr. António Nabais
16h30 - Visita ao Museu de Arte Sacra e Etnologia e inauguração de exposição de fotografia sobre arte sacra de Carlos Inácio e Pedro Inácio.


25 de Outubro de 2011
09h30- 11h00 - Painel 4 – Colecções de arte sacra – Dr. Alberto Correia (Misericórdia de Viseu), Dr.ª Teresa Morna (Museu de S. Roque- Lisboa), Dr.ª Isabel Fernandes (Tesouro - Museu de Braga).
11h00 – Café
11h15 – 12h30 – Painel 5 - Património Judaico – Arq.ta Graça Bachmann e Património Islâmico – Dr. Cláudio Torres.
12h45-13h00 – Debate
13h00 – 14h30 – Almoço livre
14h30-16h00 - Painel 6 – Painel 5 - Projectos para o futuro – Dr. Marco Daniel Duarte, Dr.ª Sandra Saldanha (Rota das Catedrais), IGESPAR.
16h0-16h30 – Debate
16h30-17h00 – Café
17h00 – 17h30 – Intervenção de convidado: Património religioso português no mundo – Dr.ª Maria Fernanda Matias (Fundação Calouste GulbenKian).
17h30 – Conclusões e Encerramento





INSCRIÇÕES e INFORMAÇÕES

Data: os interessados deverão inscrever-se até ao dia 15 de Setembro
Sócios: 20.00€
Não sócios: 50.00€
Estudantes: 20.00€

Secretariado
APOM – Associação Portuguesa de Museologia
Licínia Lemos
Email: apom65@gmail.com – telefone: 919562826 – Casa do Lago – Estrada Fonte da Telha – 2070-384 PONTEVEL





COLABORAÇÃO: Museu de Arte Sacra e Etnologia dos Missionários da Consolata.

Museu de Arte Sacra e Etnologia - Missionários da Consolata
Rua Francisco Marto, 52 Apt. 5 - 2496-908 – FÁTIMA
Tel. 249 539 470
Fax 249 539 479
e.mail museuartesacra@consolata.pt - http://masefatima.blogspot.com
http://www.consolata.pt
Museu credenciado pela Rede Portuguesa de Museus

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Palacete Rosa Pena, Espinho



Situado em Espinho, ocupando um quarteirão inteiro, daquela cidade em quadrícula, um edifício deslumbrante perde vida a cada dia que passa. Apresento-vos o triste Palacete Rosa Pena.




O Palacete Rosa Pena é uma das obras arquitectónicas de maior relevo e que merece maior destaque pelas suas dimensões, tratamento e decoração. O conjunto apresenta um jogo de volumes proporcionado por torreões, corpos salientes, corpos reentrantes, alpendres e delicados trabalhos de cantaria. Todo o espaço privado encontra-se delimitado por um muro interrompido por um portão em ferro, que permite a entrada no gaveto da rua 19 e 26, depois de o atravessar seguimos para uma escada larga que afunila gradualmente, quando subimos.



No topo da escada um alpendre contínuo segue para o alçado oeste e sul. Outro alpendre coberto e protegido por janelas percorre outra parte do edifício. As diferenças de volume levam também a diferenças de altura e de cobertura, cada bloco assume o seu telhado de cobertura e o corpo mais alto chega a apresentar 4 pisos. De realçar são as janelas, com talhe em cantaria, algumas delas com cartelas esculpidas na pedra, motivos florais, volutas e conchas. Outros aspectos, que lhe conferem graciosidade, são os frisos e painéis de azulejos, com motivos florais em tonalidades de azul, uma cor fria mas tão ligada a uma região dependente do mar.





No blog do arquivo da Câmara Municipal de Espinho encontramos a seguinte informação: «Edifício de 1930, situado na principal rua da Cidade, onde impera a grandeza do seu conjunto e da sua construção. Desenho provável de José Alves Pereira da Silva. Os elementos Arte Nova são notórios ao nível dos vãos, recorrendo à cantaria trabalhada em alguns deles, no uso azulejar do interior e do exterior e nos portões, onde o ferro forjado marca presença imperativa de forma cuidada.»





As portadas velhas, secas e ocas batem em desespero de serem ouvidas.
O vento canta, berra e grita para que o vejam.
A vegetação trepa, tapa e esconde aquilo que se tornou a vergonha da cidade.
As pessoas passam, olham, não olham e não vêem e fogem.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

'Capela Sistina' em Viage Connosco


Durante os meses de Julho e Agosto os nossos artigos serão à volta de lugares…encantados.


Desta vez, e porque estamos solidários com quem não pode ir de férias, vamos proporcionar viagens virtuais a locais inesquecíveis.

Enquadrado neste âmbito já seguiu a visita à igreja e torre dos Clérigos com a oportunidade de uma vista esplêndida da cidade do Porto.

Nesse seguimento, hoje partilho um link, enviado por uma colega de trabalho, à qual agradeço calorosamente, obrigada Alexandra.

Numa visita ao cuidado, ao pormenor, aos dedos, mãos e faces;
Aos corpos, vestes, anatomia, expressão, ao artista;
À orientação, ornamentação, ostentação e estruturas;
À natureza, arquitectura, luz e cor;

Desfrutem da Capela Sistina.

http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

fonte da ilustração: http://www.panoramio.com/photo/3872335

segunda-feira, 4 de julho de 2011

'Torre dos Clérigos' em Viage Connosco


Hoje no Jornal de Noticias, on-line, abri o separador multimédia e fiz, mais uma visita, à Torre dos Clérigos no Porto.

Uma igreja e torre setecentistas, desenhadas por Nicolau Nasoni, arquitecto que se apaixonou pelo Norte do nosso país, por cá criou raízes e desenvolveu o seu trabalho. Talvez no próximo mês vos deixe com algumas obras que Nasoni desenvolveu pelo país.

Há uns anos atrás organizei uma visita ao Porto com estudantes do programa Erasmus, da FLUC. A escolha da cidade saltou-nos à mente como a segunda capital do país e de visita obrigatória para quem quer conhecer Portugal.

Agora partilho convosco o link, onde podem visitar virtualmente a igreja e a torre, contemplar a paisagem e perceber, pelos relatos que ouvimos, como a igreja carece de cuidados e intervenções.

http://www.jn.pt/multimedia/infografia970.aspx?content_id=1894877

Boa visita...

domingo, 22 de maio de 2011

Ponte de Vila Formosa



A Ponte de Vila Formosa foi construída pelos romanos nos finais do séc. I, início do séc. II d.C. sobre a Ribeira de Seda, na Estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr. Foi construída em grossa cantaria aparelhada e almofadada. Ostenta 6 arcos compostos, nas frentes, por trinta e três aduelas e cinco olhais em forma de pórtico. Está classificado como Monumento Nacional, por Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910, mas agora encontra-se interdita a visitantes. Quem nos deu a notícia foi Rui Bernardino, membro do grupo de discussão Archport:

«foi interdita de ser visitada pelo dono dos terrenos envolventes, podendo apenas ir-se ao tabuleiro da ponte, porque descer a parte inferior para admirar os arcos, ou passear em zonas adjacentes da mesma é completamente impossível, pois o senhor que possui aquelas parcelas de terreno decidiu advertir as pessoas através de uma placa em metal de grandes dimensões, que ninguém pode entrar ali, pois sujeita-se a multas e diversas sanções, ou até ir parar aos calabouços, isto porque estava apenas a visitar um monumento. Isto só mesmo no nosso país».

E assim vamos perdendo direito a usufruir do melhor que temos e de património classificado que é nosso. Com muita dolência vemos em pleno século XXI ainda não há formação cívica patrimonial para clarear mentalidades. O mesmo se aplica a tantos outros casos que importa denunciar, mostrar e criticar, pode ser que colocando o nome dos responsáveis na praça pública ganhem vergonha do que andam a fazer.

terça-feira, 29 de março de 2011

A Casa Museu de Camilo

Disponibilizo, em pdf, um pequeno trabalho de investigação que realizei sobre a Casa Museu de Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. Desta forma todos podem ter acesso à informação que recolhi e compilei e a nossa cultura portuguesa e dos nossos portugueses sairão muito mais beneficiados com isso. Deixem também os vossos comentários, sugestões e criticas ao trabalho.

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B7WwEvvHJGmvMGUwOWQ5NDEtNzBhNC00MThjLWEwZmQtZmZmM2UzMmU5MGNi&hl=pt_PT&authkey=CLLaxtEE&pli=1

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Igreja Românica de Serzedelo


Localizada no concelho de Guimarães a igreja de Santa Cristina de Serzedelo é um belo exemplo de arquitectura românica.





Um edifício muito simples de construção cerrada e de poucas aberturas, com uma bela torre sineira. O seu interior apresenta quatro divisões sendo a primeira e a segunda a nave central embora tenham níveis diferentes, a terceira é a cabeceira que tem anexada a si uma capela de origem gótica.



O seu enquadramento geográfico sofreu um melhoramento considerável. À sua volta existe agora um espaço verde acolhedor e convidativo, com estacionamento organizado. Quando descemos para o átrio exterior um pormenor que salta aos olhos: no arco da porta de entrada podemos vislumbrar vários símbolos repetidos, como o que mostramos na imagem. Fica a dúvida da sua simbologia, caso alguém tenha conhecimento do que se trata faça o seu comentário para nos esclarecer.




Foi retirada a escada que permitia subir à torre sineira, impossibilitando assim mais actos de vandalismo ao nosso património.








À volta do edifico podemos encontrar um autentico museu ao ar livre, com vários túmulos, sendo que alguns deles apresentam um tratamento especial. Um deles tem um trato arredondado com ornamentos laterais suaves, que podem fazer a ligação ao percurso para o céu. Outro deles apresenta no cimo do túmulo uma espada esculpida, possivelmente pertenceu ao um cavaleiro medieval.




Fica o convite a todos os que visitarem Guimarães e o Norte do país não deixem de visitar a vila de Serzedelo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Palácio do Freixo

O Palácio do Freixo, do século XVIII, é outro exemplo da obra do arquitecto Nicolau Nasoni, possivelmente a melhora e mais grandiosa obra deixada por ele. Este palácio foi encomendado pelo deão da Sé do Porto, grande amigo do arquitecto, por este facto se justifique a dedicação de Nasoni a esta obra incutindo nela toda a sua criatividade arquitectónica.



O desafio para esta construção foi ainda maior dado o desequilíbrio do terreno, estando consequentemente a construção dividida entre o declive do monte e a margem do rio Douro. A sua planta quadrangular encontra-se limitada por quatro torres salientes de telhados piramidais que destacam quatro fachadas diferentes. Em todas as fachadas abrem-se janelas e portadas ritmadas, originais e animadas com elementos decorativos.



Conseguiu juntar as várias vertentes que considera nos seus trabalhos, área habitacional e o jardim. A fachada virada para o Douro apresenta várias linhas horizontais, lineares, que dividem os terraços, andares, belvedere, varandas e terminando na balaustrada pontuada por jarras. O Palácio do Freixo é o último em que Nasoni consegue empregar o seu ambicioso projecto, onde introduz a típica planta italiana com quatro torres angulares.



É de realçar a adaptação que sofreu e a sua recuperação excepcional. Este património não morreu, ao contrário de outro espalhado por todo o país que morre todos os dias um pouco mais. Hoje este palácio é a Pousada do Porto, um local único de visita obrigatória.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quinta da Prelada


Foi na época de D. João V que a arte barroca alcança o clímax no nosso país, esta prosperidade económica foi proporcionada pela riqueza que advinha do Brasil e pelo fomento manufactureiro que proporcionou o nascimento de fábricas ligadas, inclusive, às artes decorativas.
A urbanização e a paisagem nortenha permitem a criação de novos espaços cujo acesso se concretizava por maravilhosas escadarias. Desta forma, o jardim evolui de modo destacável a partir do século XVI e XVII. Estas áreas verdes tendem a multiplicar e a gerar espaços de acolhimento, convívio, confraternização e jogos.


Situada na circunvalação da cidade do Porto, atravessada pela Via de Cintura Interna, ladeada pelo conhecido Hospital da Prelada, temos o prazer de ainda contemplar a casa da Quinta da Prelada. Este corpo é representativo da grandiosidade que sublinhava todo o conjunto desta quinta. Hoje, todo o espaço, encontra-se dividido em três pólos distintos: a Casa Senhorial, o Hospital da Prelada e o Parque de Campismo da Prelada.


Mandada construir por D. António de Noronha Meneses Mesquita e Melo, enquadra-se no segundo quartel do século XVIII, possivelmente entre 1743 e 1758. Nicolau Nasoni foi o arquitecto, também denominado por pintor florentino e responsável pela obra. A casa e o restante da quinta manteve-se na família Noronha e Meneses até 1904, contudo, a falta de descendentes levou o proprietário a doar o espaço à Santa Casa da Misericórdia do Porto, sendo esta responsável por construir um Hospital, pedido explícito em testamento.
Sobre esta obra nasoniana o Padre Agostinho Rebelo da Costa revela-nos a sua admiração com as seguintes palavras «(…) majestosa em grandeza, obeliscos, jardins, cascatas, pirâmides, labirintos e um grande lago que rodeia uma casa acastelada que está no seu centro firmada sobre uma pequena ilha


Digna de se tornar um local público e abeto à visita de todos que admirem o património português, tanto nosso e tão rico.