segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Centro Interpretativo de Santa Clara-a-Velha, análise crítica



No passado domingo fui até ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. O mosteiro merece visita regular, pela sua beleza, amplitude e pelas marcas da história e das águas tão vincadas nas suas paredes.

O centro interpretativo foi a primeira vez que visitei. O edifício de características geométricas apresenta, logo à partida, uma estrutura que permite expor o espólio exumado das escavações, numa espécie de reserva ao ar livre. A solução parece-me positiva, pela exposição, desde que sejam assegurados todos os princípios de segurança e preservação.


No interior do centro interpretativo foram-nos dadas todas as informações relativas ao espaço, a sua utilização e respeitantes aos documentários que são projectados num pequeno auditório e noutra sala de projecção que o centro dispõe. Estas projecções não são demoradas nem cansativas, daí a nossa recomendação para que não deixem de ser visualizadas.

Gostaríamos de ilustrar os pontos que destacaremos ao longo da análise com fotos, mas estas não são permitidas no interior, mas esperamos que visitem o espaço e debatam connosco as vossas opiniões.


A sala de exposições permanentes apresentava um espólio muito variado desde porcelanas, a faianças, anéis, objectos de uso pessoal e culinário a esculturas de diversos tamanhos. De modo a explicar cada etapa da vida do mosteiro e das clarissas, as paredes revestiam-se de pequenos painéis, com imagens, textos, notas históricas, etc. Do nosso ponto de vista, seria mais harmonioso, uma estrutura em lettering na parede ou um único painel, por tema, com toda a composição que evitava o uso de 3 ou 4 pequenos painéis atrás das peças expostas.


As vitrinas com utensílios de cozinha expunham uma estrutura museográfica, por vezes, de difícil leitura. Se na vitrina, que continham utensílios coloridos, a legenda apresentava essas mesmas cores, era fácil ler a mesma assim como as peças, por outro lado, quando não há cores nas peças e a disposição não obedece, rigorosamente, à estrutura desenhada na legenda, a apreensão é impossível.

Em contraponto com estes, pequenos, aspectos a parede em vidro permitia, que trocássemos olhares com o mosteiro de quase todos os pontos da exposição.

A sala de exposição temporária apresenta, à data, uma exposição de fotografia.


No exterior e a caminho do mosteiro, um passadiço leva-nos até uma horta monástica; a um amplo relvado e finalmente contactamos com o mosteiro.


Descrevê-lo não é o nosso objectivo, esperemos que todos tenham a oportunidade de visitar tão belo monumento. Mas, há aspectos que merecem a nossa crítica. Temia ver qual o pavimento que encontraram como solução, no interior do mosteiro, nomeadamente para públicos de mobilidade reduzida. Positivamente foi revestido por placas metálicas, que possibilitam a visita a qualquer pessoa. Enquanto subíamos as escadas em caracol, para o pavimento superior encontramos um carrinho de mão, baldes e esfregonas de limpeza, cuja arrumação deveria ser mais discreta, dentro de uma arca, por exemplo de modo a não se destacar tanto.

No regresso ao centro de interpretação paramos na cafetaria, com uma, muito simpática com um espelho de água, remetendo para o elemento que fez parte da história do mosteiro. A paisagem que vislumbramos da cafetaria, é sem dúvida magistral, à excepção das estruturas habitacionais localizadas a Oeste, cuja recuperação deveria ser obrigatória, dado o enquadramento paisagístico.

Para finalizar referimos a loja do centro. É com pena que referimos este bloqueio ao visitante/comprador. Foi colocado um separador, como se de um quadro se tratasse, e não nos fosse permitido tocar e escolher os objectos. Este cerco impede a compra, cinge o visitante, que não pega, não mexe e não compra, logo não gera receita. agradeço à Ju pelas fotos, pela companhia e pela amizade ;) e pelo profissionalismo, que até fiquei favorecida.


sábado, 19 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Arte do Ferro - Centro de Documentação Bissaya Barreto



Instituição de mérito reconhecido, cuja iniciativa passamos a divulgar:



O bom gosto e a atenção que Bissaya Barreto dava às artes decorativas fizeram dele um promotor da arquitetura e artes nas suas mais variadas expressões artísticas.



Na sua residência, hoje Casa Museu Bissaya Barreto, conjugou diversas artes decorativas e a aplicação do ferro forjado não foi exceção.
Um olhar atento poderá descobrir portas, lampiões e grades de grande recorte artístico. A maioria elaborada por Lourenço Chaves de Almeida, ferreiro que executou o Lampadário ou Chama da Pátria existente no Mosteiro de Alcobaça.



Centro de Documentação Bissaya Barreto
Rua da Infantaria 23, (junto ao Quartel)
Arcos do Jardim
telf.: 239853805

terças a quintas-feiras das 14:00h às 17:30h até - 30 de Novembro de 2011
entrada livre


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

UMA REDE DE MUSEUS PARA O NORTE: INTERROGAÇÕES E CAMINHOS


Passo a divulgação:

Ao longo do corrente ano, o Paço do Duques tem desenvolvido diversas ações que visam o encontro de profissionais de museus, especialmente do norte, fomentando o inter-relacionamento da comunidade museal da região, procurando criar o substrato que conduza à criação de uma estrutura regional de museus no Norte.


Para terminar as atividades previstas para 2011, o Paço dos Duques promoverá, no próximo dia 14 de Novembro, um Workshop denominado UMA REDE DE MUSEUS PARA O NORTE: INTERROGAÇÕES E CAMINHOS, tal como descrito no programa anexo.


O programa contará com a participação de investigadores e responsáveis institucionais na área da museologia, fomentando o debate e a participação de todos num dos três workshops que terão lugar durante a tarde e que serão orientados por museólogos provenientes de museus de tutelas diferenciadas.


A inscrição é gratuita e deverá ser enviada para: pduques@imc-ip.pt, com indicação da identificação, tutela e contatos.


PROGRAMA
10H00 – ABERTURA
João Brigola – Diretor do IMC

10h30 - REDES REGIONAIS DE MUSEUS – EXPERIÊNCIAS EUROPEIAS
Clara Camacho - IMC

11H00 – Pausa para Café

11h15 – A RPM E AS REDES REGIONAIS DE MUSEUS – APROXIMAÇÃO AO TERRITÓRIO?
Isabel Victor – Departamento de Museus / RPM

11h45- ARTICULAÇÕES E COOPERAÇÃO ENTRE MUSEUS DA RPM – UM ESTUDO DE CASO
Jorge Santos – OAC

12h15- Debate

12h30 – Almoço Livre

14h15 – A REDE MUSEUS DO ALGARVE – UMA EXPERIÊCIA NO TERRENO
José Gameiro – Grupo Coordenado da RMA – Museu de Portimão

15h00 – 16h00 – WORKSHOP - UMA REDE DE MUSEUS PARA O NORTE - CAMINHOS…
Coordenação dos grupos de trabalho
Isabel Silva – Museu D. Diogo de Sousa
Claudia Milhazes – Museu de Olaria
João Alpoim – Museu de Viana do Castelo

16h30- Apresentação de Resultados e Balanço

17h30 - Encerramento

fonte das imagens: http://turismoadaptado.wordpress.com/2011/09/23/paco-dos-duques-de-braganca-esta-mais-acessivel-e-inclusivo-para-se-tornar-a-capital-europeia-da-cultura-2012/
e http://www.jorgetutor.com/portugal/Guimaraes/Guimaraes1/Guimaraes.htm

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Património Periférico – Cultura e Território. Divulgação


Passamos a divulgar uma excelente iniciativa desenvolvida pelo Município de Vila Nova de Famalicão.

Dia 05 de Novembro o Seminário: “Património Periférico – Cultura e Território”


A decorrer na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco (ver programa em anexo).

Este seminário está enquadrado na exposição itinerante: “Património à Prova de Água: Apontamento para a salvaguarda das Azenhas e Açudes nas margens do Rio Ave - Vila Nova de Famalicão / Trofa” (patente na Biblioteca Municipal de 3 a 26 de Novembro).

Esta exposição tem por base a investigação realizada pelo Arq. Rogério Bruno Guimarães Matos sobre a história da actividade e tecnologias associadas de 15 Azenhas e 9 Açudes localizadas na área de “fronteira administrativa” dos concelhos vizinhos: Vila Nova de Famalicão e Trofa.


Mais informações e inscrições (gratuitas) on-line em:

http://www.vilanovadefamalicao.org/_exposicao_e_seminario