segunda-feira, 4 de março de 2013

Património em Foco, na FLUC



 Uma sessão organizada pelo Instituto de Historia da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Realizou-se no dia 1 de Março, dia em que a Universidade celebrava o seu 723.º aniversário.

A sala destinada para este evento foi pequena para tantos participantes que se viram encaminhados para o Teatro Paulo Quintela.



Os oradores foram Jorge Custódio, que do seu imenso currículo destaco a passagem pelo Museu Ferroviário, pelo Mosteiro de Alcobaça e o trabalho incrível como comissário da exposição 100 anos de Património – Memória e Identidade e Ana Paula Amendoeira doutoranda em Paris, investigadora do Centro de Estudo Arqueológicos da Universidade de Coimbra e do Porto e, por fim, presidente do ICOMOS.

 
A apresentação de Jorge Custódio intitulou-se «Etapas da História do Património em Portugal». Destaco algumas frases provocativas do historiador quando referia a importância dos historiadores e do estudo da história e como esta é transversal a todas as áreas, ensinos e setores sociais: «não somos nós um veículo no nosso ADN?», «somos passado, presente e futuro» e ainda nós «somos portadores de cultura».
Referiu as diferentes atitudes face ao património que passaram pelo vandalismo até à salvaguarda ou mesmo à preservação. Referiu as questões de datação que apesar de flexíveis no tempo são influenciadas por questões políticas e sociais adjacentes.

Como base para o seu estudo e trabalho para a exposição dos 100 anos de Património Jorge Custódio identificou 12 elementos que ajudam a circunscrever as questões patrimoniais:

1.       herança

2.       condições históricas

3.       estado base das atitudes

4.       sistema de proteção vigente

5.       conjuntura patrimonial internacional

6.       consciência patrimonial

7.       sistema de valores

8.       instituições especializadas

9.       instrumentos de proteção

10.   instrumentos de salvaguarda

11.   instrumentos de gestão

12.   transmissão

Apesar das questões do património serem um motivo para comparações ao nível europeu, apesar da equivalência das etapas do património com questões politicas e apesar de toda a organização e máquina montada em prol do património Jorge Custódio conclui: «Ainda há desnorte!».


A apresentação de Ana Paula Amendoeira intitulou-se «Do Património ao Património Mundial: um percurso geopolítico para um conceito de dominação». Esta apresentação resultou de uma investigação que se encontra a desenvolver atualmente, na qual teve a oportunidade de contactar com documentação inédita e que pode vir a mudar a visão do património, das suas definições e da sua origem.

O conceito de Património da ONU e da UNESCO foi, na sua origem, demasiado simplista uma vez que o objetivo passava por instalar e garantir a paz cultural. No que defende Ana Paula Amendoeira o conceito de desenvolvimento cultural foi inserido pelos EUA e foi a ideia subjacente a determinados discursos políticos que contribuiu para o desenvolvimento do património tal como hoje é conhecido.

O presidente H. Turman, em 1979, diz num discurso que era preciso cuidar dos países que saiam do colonialismo. Cuidar desses países passava por desenvolver os mesmos para que se pudessem equiparar a países desenvolvidos. O conceito de «Património Mundial» é uma invenção americana, encontrada nos textos de discurso produzidos pelos presidentes Nixon e Johnson.

A oradora defende que os dados com que tem vindo a contactar, documentos inéditos do arquivo do conselho de Washington, datados de 1967, revelam que a Unesco não foi a responsável pela origem do termo Património Mundial, mas por outro, repescou o termo dos discursos americanos. Discursos estes que teorizavam as noções de património mundial, como tendo na sua origem o apoio ao desenvolvimento de países novos, que se viam sem os colonizadores.

Nos anos 80, a UNESCO tinha efetivamente a intenção de criar uma «Cruz Vermelha do Património em Perigo» uma organização de apoio e salvaguarda de equipamentos vítimas de inundações e outros flagelos naturais. Este projeto da Unesco e do ICOMOS teve discussão prévia com representantes americanos que fizeram vencer o termo «Património Mundial».

A classificação de um local a Património Mundial é outra questão com influências politica muito demarcadas. A influência americana foi abalada com a entrada da Palestina na UNESCO, uma entrada que os Estados Unidos tentaram travar.

E nisto a discussão que tinha deixado parte da assistência em choque e ainda a digerir toda a informação nova, em primeira mão, muda ligeiramente e inicia-se o debate relativo à classificação de determinados locais pela Unesco. Também a Universidade de Coimbra se encontra com um processo de candidatura da Universidade a Património Mundial, mas outros locais simplesmente não pretendem esse título, apesar de todas as características que reúnem, pelo simples facto de não pretenderem perder aquilo e o que os faz serem diferentes.
É do conhecimento geral que os locais classificados pela Unesco registam um forte aumento ao nível turístico, um crescimento de receitas, aumento dos investimentos hoteleiros entre outros.
Este foi o mote deixado no ar e que impulsionou o debate com a assistência.

 
Do debate reiteramos algumas opiniões:
Ana Paula Amendoeira dizia «há um conflito entre a Unesco que prima pela visão turística e das receitas que confronta com o ICOMOS que prima pelo valor da conservação e da salvaguarda»

O responsável pela candidatura da Universidade o Doutor Raimundo Mendes da Silva reforçava que o importante com estas candidaturas era o que se poderá fazer com eles e os efeitos colaterais.
Jorge Custódio propôs alguma cautela quando se refere a origem do termo património mundial. Sugerindo mesmo uma maturação da ideia, contudo concordou que o património é consensual e pode, por isso, ser aproveitado politicamente.

 
Termino esta espécie de relato, defendendo a casa que me formou e me ajudou a crescer. Sublinhando palavras da Prof. Doutora Luísa Trindade adotadas pelo presidente da Faculdade de Letras Prof. Doutor Carlos Ascensão André «A história da Arte ainda mexe!».
 
Fonte das imagens, por ordem de apresentação das mesmas:

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Termas de Pedras Salgadas


As termas de Pedras Salgadas inserem-se no concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real. Constituem um polo termal ainda em funcionamento mas, em parte, reconvertido em spa.

Assim que se chega à localidade de Pedras Salgadas, o parque termal encontra-se facilmente e nele se encontram todos os pontos de interesse para uma temporada nas termas.
Numa das entradas do parque termal ainda se mantem as «garages» para os aquistas que frequentavam as termas guardarem os seus veículos em segurança.

A fonte da Preciosa é a primeira que pontua o parque termal, localizando-se junto às garagens. Apresenta no seu teto interior as datas: 1875 e 1916 representativas do início da captação das águas e a data de construção do balneário, respetivamente.

Lateralmente a esta fonte instalou-se uma nova área de entretenimento, com bar e zona de estar oferecendo novos serviços e distrações, diferentes dos de outros tempos mas adaptados aos novos públicos, turistas e aquistas. Continuando o passeio pelo parque visualiza-se a fonte principal designada «Nascente Pedras Salgadas», um imóvel pequeno, de formato quadrangular, ornamentado com azulejaria arte nova, adaptada ao estilo dos parques termais que remetem para os ambientes românticos.

O lago do parque, atualmente recuperado, foi enriquecido por animações de águas para todas as idades.
Chegados ao balneário principal as funcionárias explicaram que o balneário foi recuperado e que, hoje em dia, apresenta tratamentos de spa termal. O espaço foi reconvertido pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira que recuperou a vida das quatro nascentes termais criando 14 salas de tratamentos.

Um imóvel da autoria do arquiteto Raul Lino encontra-se em projeto de readequação para espaço expositivo.
Ainda inserido na zona do parque encontra-se o casino, que devido a obras de requalificação do espaço se encontra encerrado das suas funções e com interdição a visitantes. Nestas obras de requalificação prevê-se a construção de sete Eco Houses, de tipo T2, projetadas pelo arquiteto Luís Rebelo de Andrade e Diogo Aguiar, caracterizadas pelo design moderno, pela inserção na paisagem, pela experiência natural única, pelo conforto e pelo cenário que proporciona.

Relativamente a este último tema recentemente o jornal Público noticiou que as «Pedras Salgadas Eco Resort entre os 14 melhores edifícios de 2012 para o ArchDaily». Este artigo pode ser consultado através do link:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/pedras-salgadas-eco-resort-entre-os-14-melhores-edificios-de-2012-para-o-archdaily-1584573#/1

 
Manuela Cunha, fevereiro de 2013

 
Mais bibliografia sobre as termas das Pedras Salgadas:

Breve estudo sobre as águas bi-carbonatadas sodicais das Pedras Salgadas / Martiniano José Ferreira Botelho. Lisboa : Typ. Mattos Moreira, 1879.
El-Rei D. Carlos nas Pedras Salgadas / Carlos Leite. [S.l. : s.n.], 1964.
Estatutos : 1971 / Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas. Porto : [s.n.], 1971.
Nota descritiva dos valores seguros pela Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas, empreendendo as novas instalações em Pedras Salgadas. Porto : Tip. Artes & Letras, 1932.
Pedras Salgadas : das termas de Portugal a melhor / Gil de Alcobaça. Lisboa : Centro Tip. Colonial. 1928.
Pedras Salgadas : das thermas de Portugal a melhor / Frey Gil d'Alcobaça. Lisboa : Centro Tip. Colonial, 19 .
Pedras Salgadas : estância de águas e centro de turismo. [S.l. : s.n., : Tip. Bolhäo). 1940.
Relatório da administração e parecer do conselho fiscal / da Companhia das Águas de Pedras Salgadas. Porto : C.A.P.S., 19 .
Trabalhos de investigação clínicos feitos nas estâncias de Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas. Porto : [s.n.], 1972



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Museu Nacional Machado de Castro


No passado domingo visitei o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.
Após alguns anos encerrado e numa segunda fase com o criptopórtico acessível ao público, a coleção do museu abre-se novamente ao público para desfrute e contemplação.

De cara lavada o museu encontra-se ampliado, com novas salas, com diferentes temáticas e com uma coleção riquíssima.
Poderia salientar algumas peças, mas isso ficará para outros posts, que certamente apreciarão. O Museu Nacional Machado Castro apresenta 5 pisos expositivos, do -2 até ao 2.º andar. Alberga coleções de arquitetura, arqueologia, escultura, ourivesaria, joalharia, pintura, desenho, cerâmica, têxteis, mobiliário entre outras.
Numa leitura sobre a exposição destaco os novos suportes das peças, numa mistura entre o ferro e a pedra muito agradável. Pese embora a organização das legendas é, por vezes, difícil e confusa pelo agrupamento adotado.
A integração do espaço arquitetónico da antiga igreja de S. João de Almedina mostra parte do claustro, a abside e um excerto das escavações, que permite ao visitante compreender as diferentes camadas estratigráficas e os seus períodos de ocupação.
Os corredores são amplos e em determinadas zonas gozam de iluminação natural que confere às peças jogos de luz e sombra. O afastamento dos plintos e das respetivas peças das paredes, resultam numa solução interessante, uma vez que permite ao visitante ver toda a peça deambulando em redor da mesma, e perceber a verdadeira anatomia escultórica.
A sala que apresenta o conjunto escultórico da Última Ceia de Hodart é a mais intimista. O conjunto foi premiado pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia) em 2012, que atribuiu o prémio para Melhor Intervenção de Conservação e Restauro. As luzes exatamente focadas nos protagonistas, o espaçamento entre cada um e a divisão por três grupos possibilitam analisar os rostos de perto, sentir a contorção dos corpos e a direção dos olhares. Contudo e devido ao estado de conservação das peças, não é possível identificar todos os apóstolos.
As salas dedicadas à pintura revelam rostos matreiros, outros em oração, uns tristes e outros ainda em contemplação. As peças de ourivesaria e joalharia ostentam o brilho e as linhas de um talhe minucioso.
Por último destacamos os vigilantes presentes nas salas, sempre prestáveis, atentos e verdadeiros orientadores no novo edifício.
Em suma, Coimbra apresenta um museu renovado, aumentado e melhorado, não deixem de visitar e no fim da visita coloquem os conhecimentos à prova nos jogos disponíveis na sala multimédia.
 
Manuela Cunha, fevereiro de 2013.
 
Mais informação e bibliografia sobre o Museu Nacional Machado Castro:

 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Divulgações APAH


Calls for Papers
Art History as Modernism, até 11 de Fevereiro
+ info: www.thegsa.org/index.html

Histories and Imaginaries: European Art versus American Art, até 15 de Fevereiro

+ info:
http://euroacademia.eu/conference/third-europe-inside-out/

Art and Gender: Women Creators in Latin America, Artelogie Journal, até 28 de Fevereiro
+ info: http://cral.in2p3.fr/artelogie/spip.php?article188

Avant-Garde Discourses in Spain and Latin America, até 28 de Fevereiro
+ info: www.museoreinasofia.es/programas-publicos/pensamiento-y-debate/transatlanticos.html

Claustros no Mundo Mediterrânico (Sécs. X-XVIII), até 28 de Fevereiro
+ info: www.internationalconferencecloisters.weebly.com

Uneasy Alliances: Boundaries and Bargains in Nineteenth-Century Art, até 28 de Fevereiro
+ info: www.onderzoekschoolkunstgeschiedenis.nl/site/index.php?page=modern&lngg=en

Doubt and Visual Representation, até 1 de Março
We invite graduate students to submit abstracts (maximum 500 words) and a brief CV to info@ucc-art-symposium.com.

Only Connect: Physical and Sensory Engagement in Northern European Devotional Art and Architecture, até 1 de Março
+ info: www.sixteenthcentury.org/conference

Arts With(out) Borders: Rethinking Methodologies of Art and Culture in the Global Context, até 17 de Março
+ info: http://artswithoutbordersie.wordpress.com/2013/01/29/16/

Revista Pátina, até 2 de Abril
+ info: https://docs.google.com/file/d/0B9g9n1EC2s-eSHNhS082SnMxWjg/edit?usp=sharing


Encontros
Ciclo de Conferências "Redescobrir a História de Portugal: A Idade Média, Entre os Condados e o Reino de Portugal", Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, Lisboa
+ info: http://blog.instituto-prometheus.org/2012/12/25/ciclo-de-conferencias-redescobrir-a-historia-de-portugal-biblioteca-municipal-orlando-ribeiro/

Colóquio e Inauguração da Exposição "Arquitectura e Património", 8 de Fevereiro, 18h, Casa-Museu Abel Salazar, S. Mamede de Infesta
+ info: http://cmas.up.pt/index.php?id=12&tbl=noticias

Conferência “O Lugar da Mulher Invisível: Teatralidade e Volatilidade na Obra de Julião Sarmento”, por Delfim Sardo, 9 de Fevereiro, 15h30, Fundação de Serralves, Porto
+ info: www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=2189

Visita "Santos ConVida - Santos Mártires do Japão", 10 de Fevereiro, 15h30, Museu de São Roque, Lisboa
Entrada gratuita. Marcação prévia: 213 235 824/ 233/ 065/ 444.
+ info:
www.museudesaoroque.com/pt/servico-educativo/actividades/adultos/santos-convida.aspx

Visita às Igrejas de São Miguel de Machede e Nossa Senhora de Machede, 16 de Fevereiro, Évora
A
próxima visita da Rota das Igrejas irá levar-nos a conhecer duas igrejas fora da cidade: São Miguel de Machede e Nossa Senhora de Machede. A concentração será às 9h30 no estacionamento da Porta da Lagoa.
+ info:
www.facebook.com/photo.php?fbid=308785315909950&set=a.145109978944152.26230.100003354515784&type=1&theater

II Curso de História das Religiões "Religiões e Modelos de Sociedade", a partir de 21 de Fevereiro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
+ info: www.facebook.com/photo.php?fbid=477126532346906&set=a.317826204943607.73994.228724300520465&type=1&theater

Palestra "A Representação de Elementos Materiais do Livro na Iconografia da Anunciação - Séculos XIII-XV", por Inês Correia, 22 de Fevereiro, 10h30, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
S
essão do seminário periódico "Diálogos em torno da Imagem Medieval" proferida pela Doutora Inês Correia (IEM/FCSH-UNL).
+ info:
http://iem.fcsh.unl.pt/organizar/outros/dialogosimagemed

Curso "Fotografia em Contextos Coloniais: História, Arquivos, Colecções", 25 a 28 Fevereiro, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
A
ctividade organizada por Filipa Lowndes Vicente no âmbito do projecto Conhecimento e Visão: fotografia no Arquivo e no Museu Colonial Português (1850-1950).
+ info:
www.facebook.com/photo.php?fbid=476626085730284&set=a.317826204943607.73994.228724300520465&type=1&theater

Seminário "Three Lessons on Medievalism", por Tommaso di Carpegna Falconieri, 25 a 27 de Fevereiro, 18h, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
A
ctividade do Centro de História da FLUL coordenada pela Prof.ª Doutora Ana Maria S. A. Rodrigues.
Entrada livre.
+ info:
www.facebook.com/photo.php?fbid=430713136999633&set=a.167380723332877.38600.161534857250797&type=1&theater

Conferência Internacional "Leonardo on Nature", 1 a 3 de Março, Kunsthistorisches Institut in Florenz - Max-Planck-Institut, Florença, Itália

+ info: www.khi.fi.it/pdf/c20130301.pdf

Curso Livre / Seminário de Doutoramento "Estudos de Lisboa. Pensar Cidade", a partir de 6 de Março, Lisboa
+ info: http://institutodehistoriadaarte.files.wordpress.com/2013/02/cartaz_programa.pdf

Colóquio Lisboa e os Estrangeiros / Lisboa dos Estrangeiros até ao Terramoto de 1755, 7 e 8 de Março, Palácio Fronteira, Lisboa

+ info: https://docs.google.com/file/d/0B9g9n1EC2s-ec2F6Vmk5SUU5aE0/edit?usp=sharing

Cursos Livres em História do Império Português, a partir de 11 de Março, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
+ info: http://cham.fcsh.unl.pt/files/activities/2013_MestradoCursoI.pdf

1º Congresso Internacional de Faiança Portuguesa, 22 a 25 de Maio, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
+ info: www.faiancasmundo.fcsh.unl.pt/pt/

Festival de l’Histoire de l’Art, 31 de Maio a 2 de Junho, Fontainebleau, França

+ info: http://festivaldelhistoiredelart.com/festival-de-lhistoire-de-lart-31-mai-2-juin-2013-autour-du-theme-de-lephemere-et-du-pays-invite-le-royaume-uni/


Base de Dados
L’Âge d’Or des Cartes Marines. Quand l’Europe Découvrait le Monde, Bibliothèque Nationale de France,
http://expositions.bnf.fr/marine/index.htm

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Biblioteca do Vaticano

O jornal Público noticiou ontem, na sua versão on-line, uma excelente notícia.
Passo a partilhar convosco alguns excertos da mesma.

«Para já, são apenas 256 documentos, mas é um primeiro passo (...)
Entrando na site da Biblioteca do Vaticano, poderemos analisar pormenorizadamente, além de livros medievais, um tratado do século XIII, De Arte Venandi Cum Avibus, escrito por Frederico II. É o mais famoso dos disponibilizadas nesta primeira fase de digitalização do arquivo. (...)
A Biblioteca do Vaticano guarda cerca de 80 mil manuscritos, reunidos desde a sua fundação em 1451 pelo Papa Nicolau V(...)»

Apartir de agora acessivel atrávés do site:
http://www.vaticanlibrary.va/



Fonte da notícia:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/biblioteca-do-vaticano-disponibiliza-online-os-seus-primeiros-manuscritos-1583553
«A Biblioteca do Vaticano quer ter o tamanho do mundo» Por

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ócio, Lazer e Tempo Livre nas Culturas Contemporâneas


Ócio, lazer e tempo livre nas Culturas Contemporâneas foi o tema do III Congresso Internacional em Estudos Culturais, que teve lugar na Universidade de Aveiro, nos dia 28 e 29 de Janeiro do presente ano de 2013.
A organização deste congresso ficou a cargo do programa doutoral em Estudos Culturais, da Universidade de Aveiro e Minho.
Toda a informação sobre o congresso, desde o programa até à organização, constam no site: http://ociocultura.web.ua.pt/
Como participante atrevo-me a fazer um balanço pessoal que, como sempre, gosto de partilhar com todos os que seguem os 5 minutos de arte.
Confesso que nunca tinha pensado no ócio, diretamente, como um tema de investigação quer no campo histórico, literário e até ao campo da psicologia (áreas que também estiveram representadas no congresso). Pensei no turismo e no lazer, como tal submeti a minha comunicação relativa às «Termas de Vizela, um espaço de saúde, de turismo e de lazer», mas foi também um espaço de ócio, de nada fazer para fazer algo por casa um ou pelo outro.
Na verdade existem grupos de investigação do ócio em Portugal, em Espanha e no Brasil, para falar dos países representados no congresso. Da mesma forma também existem programas de financiamento de investigação nestas áreas, para enunciar apenas alguns exemplos recordo alguns nomes mencionados por Cristina Ortega, na Universidade de Deusto, o Horizon 2020, Europe Aid e Creative Europe.
Desafio todos a pensarem um bocadinho sobre este tema e deixo-vos com a minha conclusão, do artigo escrito para o congresso:
«O termalismo nacional passou por diversas fases, nomeadamente o seu período de crescimento e desenvolvimento, entre 1890 e 1930, uma fase de declínio, entre os anos 30 e 70 do século XX e na atualidade apresenta um novo capítulo de rejuvenescimento e atualização.
O momento de ir a banhos não se cingia apenas a isso. Efetivamente o tempo passado no balneário era muito curto, o resto do dia era passado no comércio local, nos espaços desportivos, no parque termal, entre passeios, conversas e festas.
A «vita nouva» nas localidades termais contagiava todos os públicos, entre eles os locais e os que se deslocavam às termas por períodos de 7 a 14 dias. Os aquistas, ou termalistas, um pouco por toda a europa contavam com diversos divertimentos à sua disposição sempre que iam às termas.
É conveniente destacar que os polos termais eram em simultâneo polos de desenvolvimento comercial, económico, turístico e social. Exemplo disso mesmo foi a situação do jogo retratada em Vizela; as dinâmicas desenvolvidas pela junta de Turismo e ainda os reforços policiais requeridos na época alta para que os aquistas se sentissem em segurança.
Considera-se que o termalismo nacional apresenta, na atualidade, várias mudanças positivas a destacar:
a)      o público termal está em mudança, nele inserem-se variadas faixas etárias;
b)      os espaços termais apresentam-se renovados e mais atrativos;
c)      os balneários termais oferecem soluções de fins-de-semana, retiros e miniférias, mais acessíveis e que atingem um público mais alargado;
d)      vários espaços termais nacionais sofreram remodelações profundas e transformações que os reconfiguraram em spa/termal e depois de contactar os respetivos grupos conclui-se que os níveis de ocupação são elevados;
e)      Vizela apresenta uma unidade termal em melhoramento e reconversão, tem ainda um hotel, integrante do grupo termal que apenas aguarda por obras de melhoramento;
f)       a cidade foi selecionada para integrar o grupo de cidades Slow citties pela qualidade de vida que ostenta;
g)      o imóvel do balneário termal é um símbolo de atratividade arquitetónica que aliando a novas valências e tendências artísticas pode tornar-se uma mais-valia.
Respondendo às questões levantadas pela organização pensa-se que o ócio tem, efetivamente, lugar na sociedade atual, pelo simples motivo que todos necessitam de nada fazer para ter tempo para fazer alguma coisa, neste leque pode inserir-se uma ida ao parque termal, às compras ou mesmo às termas.
O termalismo e as experiências de contexto termal extravasam a área do balneário e dos banhos. Por esse motivo o termalismo é uma área de desenvolvimento turístico, de expansão económica, de lazer e passeio».