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domingo, 7 de abril de 2013

Catedral de Santiago de Compostela como tela de composição artistica

Esta semana chegou-me este vídeo que tenho que partilhar com todos.
Com aqueles que já viram, pois certamente vão querer repetir.
E com todos os que ainda não viram, não deixem de ver e deslumbrem-se.

Fuegos del Apóstol 2012. Mapping Catedral de Santiago

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Termas de Pedras Salgadas


As termas de Pedras Salgadas inserem-se no concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real. Constituem um polo termal ainda em funcionamento mas, em parte, reconvertido em spa.

Assim que se chega à localidade de Pedras Salgadas, o parque termal encontra-se facilmente e nele se encontram todos os pontos de interesse para uma temporada nas termas.
Numa das entradas do parque termal ainda se mantem as «garages» para os aquistas que frequentavam as termas guardarem os seus veículos em segurança.

A fonte da Preciosa é a primeira que pontua o parque termal, localizando-se junto às garagens. Apresenta no seu teto interior as datas: 1875 e 1916 representativas do início da captação das águas e a data de construção do balneário, respetivamente.

Lateralmente a esta fonte instalou-se uma nova área de entretenimento, com bar e zona de estar oferecendo novos serviços e distrações, diferentes dos de outros tempos mas adaptados aos novos públicos, turistas e aquistas. Continuando o passeio pelo parque visualiza-se a fonte principal designada «Nascente Pedras Salgadas», um imóvel pequeno, de formato quadrangular, ornamentado com azulejaria arte nova, adaptada ao estilo dos parques termais que remetem para os ambientes românticos.

O lago do parque, atualmente recuperado, foi enriquecido por animações de águas para todas as idades.
Chegados ao balneário principal as funcionárias explicaram que o balneário foi recuperado e que, hoje em dia, apresenta tratamentos de spa termal. O espaço foi reconvertido pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira que recuperou a vida das quatro nascentes termais criando 14 salas de tratamentos.

Um imóvel da autoria do arquiteto Raul Lino encontra-se em projeto de readequação para espaço expositivo.
Ainda inserido na zona do parque encontra-se o casino, que devido a obras de requalificação do espaço se encontra encerrado das suas funções e com interdição a visitantes. Nestas obras de requalificação prevê-se a construção de sete Eco Houses, de tipo T2, projetadas pelo arquiteto Luís Rebelo de Andrade e Diogo Aguiar, caracterizadas pelo design moderno, pela inserção na paisagem, pela experiência natural única, pelo conforto e pelo cenário que proporciona.

Relativamente a este último tema recentemente o jornal Público noticiou que as «Pedras Salgadas Eco Resort entre os 14 melhores edifícios de 2012 para o ArchDaily». Este artigo pode ser consultado através do link:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/pedras-salgadas-eco-resort-entre-os-14-melhores-edificios-de-2012-para-o-archdaily-1584573#/1

 
Manuela Cunha, fevereiro de 2013

 
Mais bibliografia sobre as termas das Pedras Salgadas:

Breve estudo sobre as águas bi-carbonatadas sodicais das Pedras Salgadas / Martiniano José Ferreira Botelho. Lisboa : Typ. Mattos Moreira, 1879.
El-Rei D. Carlos nas Pedras Salgadas / Carlos Leite. [S.l. : s.n.], 1964.
Estatutos : 1971 / Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas. Porto : [s.n.], 1971.
Nota descritiva dos valores seguros pela Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas, empreendendo as novas instalações em Pedras Salgadas. Porto : Tip. Artes & Letras, 1932.
Pedras Salgadas : das termas de Portugal a melhor / Gil de Alcobaça. Lisboa : Centro Tip. Colonial. 1928.
Pedras Salgadas : das thermas de Portugal a melhor / Frey Gil d'Alcobaça. Lisboa : Centro Tip. Colonial, 19 .
Pedras Salgadas : estância de águas e centro de turismo. [S.l. : s.n., : Tip. Bolhäo). 1940.
Relatório da administração e parecer do conselho fiscal / da Companhia das Águas de Pedras Salgadas. Porto : C.A.P.S., 19 .
Trabalhos de investigação clínicos feitos nas estâncias de Vidago, Melgaço e Pedras Salgadas. Porto : [s.n.], 1972



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Termas de Monte Real

Inserida no distrito de Leiria, a pacata vila que dá nome às termas, apresenta as termas de Monte Real, cuja estrutura se constituí pelo hotel, pelas termas e pelo spa.

No ano de 1929 deu-se a inauguração do Hotel Monte Real segundo o projeto de remodelação do Hotel Casino. Os autores do projeto foram Ernesto Korrodi e Camilo Korrodi. Este último foi também interveniente no projeto de alteração do Hotel Monte Real. Os mesmos arquitetos foram intervenientes nas obras de ampliação do balneário termal, datadas de 1935-36.

Em 2006-2007, aquando do projeto de remodelação e ampliação do hotel e do balneário termal, o projeto ficou a cargo do arquitecto António Garcia, com a cooperação da arquiteta Filipa Cordeiro.



 
O grupo das termas de Monte Real oferece pacotes diversificados, para desfrutar do espaço ao máximo e aproveitar todos os benefícios do descanso, das águas terapêuticas e do spa relaxante. As termas mantêm alguns tratamentos, contudo, e uma vez que exigem tratamentos contínuos, o spa complementa as novas necessidades dos públicos, mais rápidas e pontuais com programas de relaxamento mais curtos.

Pela avenida criada para ligar o hotel às termas, e, pelo parque, deteta-se vários pontos de distração, tais como: campos de ténis, minigolfe, um jardim infantil e vários percursos de passeio e corrida, seguidos por água e vegetação. No fim da avenida, a antiga zona termal, apresenta-se reformulada, com uma nova área de café/bar, termas, spa e lazer.

Na receção do hotel informaram que todos os espaços, quer as termas quer o próprio hotel, haviam sofrido intervenções profundas. No hotel, apenas se manteve a fachada e nas termas pretendeu-se manter as linhas de origem mas com construção totalmente nova.

As termas estão na moda e proporcionam momentos de relaxamento, desporto e distração. Aproveitem as termas e as águas nacionais para umas mini férias.

domingo, 17 de junho de 2012

Pelas Caldas da Rainha

Há poucos meses fui até às Caldas da Rainha. Cidade famosa pelas loiças, pelos atributos dos doces e pelas caldas/termas que lhe dão nome.
Esta visita inseriu-se num roteiro por algumas termas que estou a elaborar. Com poucas palavras quero dar-vos conhecimento das obras de remodelação da via que permite o acesso ao balneário novo e ao hospital termal, contudo continua sem ocupação e cada vez mais escurecido o complexo de pavilhões do parque.

O magnífico edifício dos pavilhões das termas, mandado construir por Rodrigo Berquó, cujo nome se inscreve numa placa, esverdeada pelos fungos, no meio do parque em memória do mentor do espaço. A sua construção iniciou-se em 1893 e no ano de 1897 as obras estavam na sua fase de conclusão.
A alta vegetação que torna o parque acolhedor e fresco também esconde um imóvel de tonalidades neutras. O edifício termal, de 4 andares e de 5 corpos, ao abandado, de portas fechadas, algumas janelas partidas, alguns vãos tapados, apenas se abre para os pombos que invadem o seu interior sem licença e sem respeito.
Uma rede veda todo o imóvel, numa tentativa de impedir a entrada aos curiosos, aos vândalos ou até mesmo aos interessados. O que ainda conservarão aquelas paredes?
Duas placas revelam a reutilização do imóvel, dizem-nos «Escola Superior de Educação e de Letras Polo de Caldas da Rainha» e «Escola Técnica e Empresarial do Oestes, Inaugurada pelo Exmo. Sr. Ministro da Educação Eng.º Roberto Artur da Luz Carneiro, 15 de Outubro de 1990». Depreendemos que este imóvel, ou parte dele, terá sido utilizada para funções educativas. Uma aposta aparentemente acertada, mas porque terá falhado ou terminado? Na verdade os pavilhões nunca cumpriram a sua verdadeira função, serviram antes para acolher refugiados, militares, escolas, bibliotecas, associações culturais e artísticas.

Atrás de tudo isto entramos numa nova dimensão. O balneário novo, construído em, de linhas neoclássico, de fachada simétrica e ordenada, pontuada por elementos de remate e decorativas de linhas clássicas, aberto e em funcionamento.

O hospital termal Rainha D. Leonor segue as linhas construtivas, e possibilita ao público a visita à piscina da Rainha. Esta área, aparentemente nova, encontra-se em obras de melhoria das vias e dos acessos deixando perceber o investimento, da Câmara Municipal nestes estabelecimentos e nesta área.

1487 Início da actividade do hospital termal.

1747-50 Obras de reconstrução e melhoramento do hospital termal, promovidas por D. João V, engenheiro Manuel da Maia e arquitecto Eugénio dos Santos.

1888- «O administrador Rodrigo Maria Berquó inicia o projeto de transformação do conjunto termal da sua autoria, nomeadamente: construção do parque D. Carlos I, Novo hospital D. Carlos I – Pavilhões do Parque e da nova casa dos administradores, ampliação dos edifícios do hospital termal e do clube de recreio e as obras de beneficência da casa real e da mata Rainha D. Leonor»

1940 Inauguração do balneário novo, em substituição da casa da convalescença, o seu autor foi o arquitecto Álvaro machado
1947-8 O parque d. Carlos sofreu obras de requalificação pelo Arq. paisagista Francisco Caldeira Cabral

Bibliografia: MAGORRINHA, Jorge, Pavilhões do Parque, Património e Termalismo nas Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, 1999.